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Harry Potter e as relíquias da morte – parte I

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19 de novembro de 2010

Cinema, Receituário

Harry Potter e as relíquias da morte – parte I

Harry Potter and the deathly hallows part I, Reino Unido/EUA, 2010

  • Dir.: David Yates
  • Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Ralph Fiennes, Helena Bonham-Carter, Alan Rickman, Rhys Ifans, Imelda Staunton, Tom Felton, Jason Isaacs

Avaliação: ★★★☆☆ 


Avaliação: ★★★★☆ 

Qual é a dos coletes RIDÍCULOS?
Qual é a dos coletes RIDÍCULOS?

Daniel: Legal experimentarmos essa resenha assim. Se fosse escrever, tenho receio de que repetiria o que disse sobre o anterior.

Renné: O filme é sobre os personagens e não sobre o que eles têm que fazer: é sobre a amizade de Harry, Rony e Hermione.

D: A impressão é de que os criadores querem dar ao público o máximo de tempo possível com os três antes de tudo acabar. Sem Hogwarts, eles passam looongas cenas sozinhos. E Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint estão ótimos. A amizade e os sentimentos do trio nunca estiveram tão vivos na tela.

R: A cena de Harry e Hermione dançando ao som do Nick Cave (O Children) é linda. A própria letra da música é um pedido de desculpa pela inocência perdida. Daí, tantos momentos de silêncio e planos parados: para dar a dimensão do peso nas costas daquelas “crianças”.

D: É, dá um nó no peito. Mas – e você pode contrapor a versão de alguém que leu a série – parecia que eu estava lendo o livro. Página por página. Cada detalhe, cada cena se arrastava mais que o necessário. E eu não queria ler Harry Potter. Queria ver um filme. Que mude, adapte, corte, reimagine.

R: Meu prazer veio exatamente daí. Desde o primeiro, eu queria reler Harry Potter em imagens de cinema. E esse é o único que deu conta disso. Nem vi passar, tanto que achei que o filme tinha 2h e saí correndo atrasado para a minha reunião.

Clique pra ver o resto (contém spoilers) »

D: Nossa. Eu senti cada minuto. Por mais que o tom político seja muito bem trabalhado e executado (e isso pode ser um spoiler pra quem ainda não viu), quando o filme acaba e eles só encontraram uma horcrux, parece que a trama não avançou.

"Pois é, tem essa banda nova que eu tô escutando... parece uma mistura de Franz com Arcade Fire. É TÃO legal..."
"Pois é, tem essa banda nova que eu tô escutando... parece uma mistura de Franz com Arcade Fire. É TÃO legal..."

R: Os anteriores eram corridos demais. Este deu tempo de digerir os acontecimentos. Há problemas, mas acho que eles têm mais a ver com os episódios anteriores. Nos livros, o Dobby é presença constante, mas só aparece no segundo longa. Seu reaparecimento neste soa gratuito.

D: É uma profusão de personagens que eu sei que deveria, mas não tenho ideia de quem era. A Dolores eu lembrava, ela é ótima. O resto podia ser cortado, enxuto. Do jeito que está, a divisão em dois me pareceu uma decisão financeira que empobreceu a narrativa.

R: Não havia motivos para dividir, a não ser ganhar mais dinheiro. Mas entendo como um filme feito para os fãs. Para reconhecer cada detalhe, relembrar cada personagem.

D: Eu só queria que o filme me desse alguma coisa: a conclusão das horcruxes ou de algum dos mistérios em aberto. Se o romance entre *** e ****** engrenasse já me satisfaria. Em vez disso, ele traz mais uma mitologia nova (!) que, apesar da bela animação, me soou pobre. Emocionalmente, o filme me ganhou. Narrativamente, não.

R: Então você tem que reclamar com a J.K. Rowling. Foi ela que criou uma nova mitologia no último livro. Também gostei da animação e a fotografia e a direção “realistas” dão a sensação de que tudo pode acontecer. É emocionante, bonito, com ótimas atuações e sombrio. Harry Potter deixou de ser um filme infantil; é uma série sobre amadurecimento e “As Relíquias da Morte” fecha essa jornada iniciada em “O Prisioneiro de Azkaban”. Não por acaso, os dois melhores filmes da saga, na minha opinião.

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2 Comments For This Post

  1. Naiara Cristina Costa Says:

    Só mais uma opinião de fã…
    por mais que esse primeiro filme tenha dado uma impressão de certo vazio, ainda mais pelos mistérios que não foram solucionados e pelas horcruxes não encontradas, posso dizer que está exatamente como no livro. Até a metade dele nada é resolvido, segue exatamente esse ritmo, e talvez mais lento e arrastado.
    Mas daí vem a veracidade dos fatos, eles eram “crianças” e não tinham noção de por onde seguir, nem pistas… nada mais justo do que ficarem perdidos no inicio. E isso é importante pro amadurecimento deles e principalmente para o ritmo que muda no final do livro.

    e não, não acho que dividir em dois filmes tenha sido apenas por dinheiro. Eu ficaria muito insatisfeita se cortasse qualquer parte do livro pq cada parte é imprescindível pra compreender o final da saga de seis livros.
    Tanto que desde já sofro por saber que provavelmente eles devem cortar bastante da historia do Dumbledore e da conversa final dele com harry no proximo filme…
    mas enfim, são opiniões e opiniões!

    ps- Vale ressaltar que a animação do conto das reliquias da morte ficou MUITO incrível. Melhor parte do filme, pra mim!

  2. Pedro Says:

    Eu não gosto mais das resenhas do Daniel. Não gosto deste ar de revolta na hora de escrever, isso é ruim para quem lê. Ele não é obrigado a gostar de nada, porém ao criticar ele usa argumentos fracos que parecem arrogãncia misturado com mimo, rsrs.
    Anyway, eu gostei das partes do Renné, este sim um ótimo resenhista.

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