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HQs: Big Time, Red Robin e The Children’s Crusade

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15 de novembro de 2010

Quadrinhos, Receituário

Um Aranha para cada situação

Desde a malfadada saga One More Day, que “apagou” o casamento de Peter Parker da continuidade, “Amazing Spider-Man” tem seguido um sistema interessante: três edições por mês, com diferentes equipes criativas alternando entre as histórias e mantendo uma narrativa cheia de tramas entremeadas. Essa experiência, que ficou conhecida como Brand New Day, agora dá lugar a uma nova fase: Big Time.

A primeira novidade é o novo formato: a revista agora é quinzenal, com mais páginas de história e um roteirista único, o competente Dan Slott. Mas a mudança também é temática: se Brand New Day mostrava o bom e velho Peter Parker cheio de problemas pessoais e financeiros, Big Time mostra o personagem fazendo sucesso pela primeira vez. “Amazing Spider-Man #648” começa com o Aranha ganhando o respeito dos colegas Vingadores, e segue mostrando como Parker acaba caindo de pára-quedas no emprego dos seus sonhos.

Segundo Slott, uma das motivações por trás da nova direção era imaginar os equipamentos e acessórios que o Aranha bolaria se, para variar, não tivesse que gastar toda a grana do aluguel com ingredientes para fluido de teia. O preview já adianta que veremos novos uniformes, projetados de acordo com o inimigo ou a situação. Ou para vender action figures.

Robin esperto e vermelho

Desde a “morte” de Bruce Wayne, “Red Robin” tem sido a única revista da família do morcego, além de “Batman & Robin”, que vale a pena acompanhar. Pra quem não sabe, o título mostra as aventuras de Tim Drake com sua nova identidade – usando uma versão do uniforme do “Robin adulto” de O Reino do Amanhã.

O roteirista Scott Lobdell e o desenhista Marcos To fazem um trabalho de qualidade, mesmo sem reinventar a roda. As aventuras do “Robin Vermelho” são marcadas pela caracterização dos personagens, nunca deixando de lado a qualidade que diferencia o personagem dos outros pupilos de Bruce Wayne: a inteligência. Por exemplo, Tim foi o único que, desde o início, jamais acreditou que Batman tivesse mesmo morrido.

O rapaz até alfineta Bruce Wayne, com uma frase que podemos ler como uma provocação de Lobdell a Grant Morrison: “Ei, Batman Incorporated é uma ótima idéia, mas eu só quero lembrá-lo de que, tecnicamente, eu pensei nela primeiro.”

Pequenos Vingadores

Em 2006, Allan Heinberg e Jim Cheung impressionaram público e crítica com “Young Avengers”, a história de um grupo de “jovens versões” dos Vingadores. Embora o conceito não fosse nada original, ele vinha com uma surpresa: os jovens eram relacionados aos heróis “seniores”, mas não àqueles que os leitores imaginavam. Por exemplo, o Asgardiano não tinha nenhuma ligação com Thor; tudo parecia indicar que ele era um dos filhos perdidos da Feiticeira Escarlate.

Mas os autores não conseguiram manter o ritmo de um título mensal, e os Jovens Vingadores acabaram ficando no limbo por alguns anos. Agora o grupo retorna na minissérie “Avengers – The Children’s Crusade”, em que o Asgardiano (agora sob o codinome Wiccan) sai à procura de sua provável mãe, desaparecida desde a saga Dinastia M.

A história, infelizmente, parece terrivelmente atrasada, o que fica evidente nos uniformes: o visual do Homem de Ferro e do Capitão América não condizem com suas versões atuais, o que dificulta descobrir em que ponto da continuidade devemos situar os acontecimentos.

A terceira edição da minissérie, lançada nos EUA essa semana, fica muito aquém das primeiras histórias do jovem grupo. Apesar da ótima participação de Mercúrio, a revista está recheada com diálogos melodramáticos e discussões sem sentido, que em nada avançam a história.

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