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Grey’s anatomy 7×11 Disarm

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17 de janeiro de 2011

Receituário, TV

Quando vi nas promos que “Grey’s” iria fazer outro episódio sobre um tiroteio, minha primeira reação não foi das melhores. A ideia tinha cara daquelas metáforas inverossímeis que o seriado utiliza para falar dos sentimentos de seus personagens com a sutileza de um AR-15. Mas… pela milésima vez nesta série de recaps: “Grey’s anatomy” está ressurgindo nessa temporada. Não é que o episódio foi bom?

Os médicos do Seattle Grace são egocêntricos. E autocentrados. Poucas pessoas no mundo têm tamanha disposição para discutir incansavelmente sobre os próprios problemas e relacionamentos. Eles são conhecidos por isso e é um dos principais motivos pelo qual muita gente não suporta a série. Mas Disarm acertou ao afirmá-los acima de tudo como médicos, cirurgiões e, sem exagero nenhum, como heróis. Super heróis.

Enquanto isso, na Sala da Justiça.
Enquanto isso, na Sala da Justiça.

Se o episódio tivesse um tema, ele seria “Grandes poderes trazem grandes responsabilidades”. E o que os médicos criados por Shonda Rhimes têm – com suas cirurgias mirabolantes e “nunca antes realizadas” (um clichê que a série precisa usar com mais comedimento) – que não superpoderes? Em Disarm, eles tiveram que colocar de lado os traumas e problemas que vêm os assombrando durante a temporada e assumir seu lugar como “salva-vidas” na Sala de Operações. Não por acaso, o voice over de Meredith escrito pela roteirista Krista Vernoff comparava verdadeiros cirurgiões a artistas.

Karev finalmente peitou o insuportável Stark e impediu que o açougueiro amputasse uma menina de 15 anos. Callie e Arizona deixaram de lado a tensão pós-Malawi para salvar a mesma garota (e que declaração foi aquela de Arizona? Típico Grey’s exagerado, mas… Porra, Callie!). O Chefe mostrou que ninguém comanda o Seattle Grace melhor que ele. Hunt viu o treinamento com os residentes dar frutos.

Kepner pode ter começado a se dar conta de que neuro não é o seu lance ao coordenar um centro de traumatologia improvisado, à la M*A*S*H. Avery parece só agora entender o que é ser médico, lidando com delicadas questões éticas nas quais não cabem sentimentos pessoais. Bailey travou uma segunda queda de braço com Deus – e desta vez, ela não estava disposta a perder.

Como fazer bebês.
Como fazer bebês.

Meredith assumiu que ela também sofreu, sim, um trauma como a “esposa na sala de espera”, mostrou a Derek o quanto cresceu – e juntos, eles protagonizaram uma cena inicial para entrar para os anais (ui) de “Grey’s”. E Yang? Yang. Yang. Sempre roubando o episódio. Alguém mais sentiu o coração palpitar quando as portas daquela ambulância se abriram e ela disse “tive que abrir o peito dele”? Essa e a cena final entre Cristina e Meredith foram as melhores do episódio. Será que a dupla dinâmica está de volta? Será que Yang está de volta? Esperemos.

Sim, alguns diálogos continuam forçados. Algumas cenas também. É fácil entender por que algumas pessoas, como Stark, não suportam aquele lugar. Mas o exagero do coral da faculdade cantando/rezando com velas acesas na porta do hospital? É “Grey’s anatomy” em sua essência. Se você não gosta, nem passe perto.

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