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Entrevista: Deborah Secco e Marcus Baldini

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23 de fevereiro de 2011

Cinema, Ressonância

Com muito bom humor, Deborah Secco parecia decidida a se vingar do diretor de “Bruna Surfistinha”, seu novo filme que estréia nesta sexta-feira.  “Dois anos atrás chegou para mim um convite vindo não do diretor, mas dos produtores. Mas o tempo passou, o roteiro não chegava e eu lia que as pessoas estavam fazendo testes… Bom, não me querem mesmo! Depois encontrei com um dos produtores e ele me contou que havia uma certa resistência do diretor com relação ao meu nome…”

O diretor, no caso, é Marcus Baldini, que estréia em longas de ficção justamente adaptando o livro “O Doce Veneno do Escorpião”, que conta de forma autobiográfica as histórias da garota de programa Raquel Pacheco, conhecida como Bruna Surfistinha. Em entrevista ao lado da sua estrela, Marcus contou que não queria uma atriz tão famosa e associada à sensualidade: “O nome da Deborah sempre surgia quando se discutia o elenco. Todo mundo achava que eu ia fazer um filme de sacanagem… A Bruna é uma personagem que toma o poder através do sexo, mas para mim ela sempre foi aquela Raquel desencontrada”.

“A Bruna já é tão midiática… e a Deborah é tão midiática…”, completa a própria Deborah, “Ele não queria isso. E eu pensei: se ele não quer a Deborah midiática, então é com ele que eu quero trabalhar! Ele quer a Deborah atriz”. Após a insistência dos produtores, o diretor foi até a casa dela e lá discutiram o roteiro. Mas havia um problema: as cenas com a personagem aos 17 anos de idade. “Ela foi ao quarto e voltou com uma camisola – a mesma que vocês vêem no filme -, cabelo pra frente. Sentou ali na poltrona, na minha frente, e disse: E agora, você acha que tenho 17 anos? E eu: Tem!”. Deborah explica: “Queria convencê-lo de que aquele era o filme que ia me dar a oportunidade de ser a atriz que talvez nem ele mesmo conhecesse”.

Baldini e a Deborah de 17 anos...
Baldini e a Deborah de 17 anos...

Com o papel garantido, Deborah conta que não teve nenhum contato com a verdadeira Bruna antes das filmagens. “Não li o livro, não tive contato com o blog, nem conheci a Raquel antes de filmar. O roteiro foi a minha Bíblia. Na minha composição tentei ao máximo me afastar dela, para fazer um personagem ficcional”. “A gente nunca teve a pretensão de fazer um filme que fosse autobiográfico. A intenção era pegar os valores dessa história e fazer a nossa Bruna”, continua Marcus. “São quatro Brunas”, explica Deborah, “A Raquel no início, ela virando a Bruna, a Bruna virando a Surfistinha e a Surfistinha deixando aquela vida”.

E sobre as cenas de sexo? Com a palavra, o diretor: “Havia a preocupação de cada cena de sexo ter uma pertinência narrativa. O sexo no filme é tratado diferente em cada caso”. “Sempre confiei no bom gosto do Marcus e o limite ficou pra ele. Não tive muito problema em fazer essas cenas”, fala Deborah, com a certeza de que o sexo no filme nunca foi gratuito. “Tínhamos que ter o cuidado para não glamourizar tudo. Contar essa história sem as cenas fortes seria um erro. Essa sensação de incômodo tinha que chegar ao espectador”.

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Vida fácil?
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