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Pílula-Guia do Oscar 2011 – Parte 3

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24 de fevereiro de 2011

Cinema, Overdose

Até sábado sexta, o Pílula Pop apresenta as previsões mais atualizadas e cientificamente comprovadas em cada um das 24 categorias do Oscar. A gente te ajuda a ganhar o Bolão dos Amigos e você paga uma cerveja pra gente depois, beleza?

Hoje: Let’s get technical.

(Ou)Viu o GRITO?
(Ou)Viu o GRITO?

Melhor direção de arte
O que você precisa saber para se dar bem no seu palpite nessa categoria é que o prêmio não é para a “melhor” direção de arte. É para o filme com MAIS direção de arte. A Academia inteira vota aqui e muitos (talvez, a maioria) deles não dominam bem o que ela é e a funcionalidade que deve ter dentro de uma produção. Se entendessem, o vencedor seria “A origem”. Como a gente tende a acreditar que não, o mais provável é que o espetaculoso Alice no País das Maravilhas leve a estatueta que “Sweeney Todd”, outro filme de Tim Burton, ganhou três anos atrás. Outra possibilidade é a sempre presente regra do voto preguiçoso: vou escolher “O discurso do rei” como melhor filme, então vai ele em todas as categorias também. [ATUALIZAÇÃO: Leia aqui por que muita gente da Academia está torcendo para que o filme de Tom Hooper não leve essa categoria].

O Oscar vai para: Alice no País das Maravilhas
Mas quem também pode ganhar é: O discurso do rei
O nosso voto seria: A origem

Por cartão postal, entenda-se...
Por cartão postal, entenda-se...

Melhor fotografia
Outro caso em que o prêmio vai para o mais belo e não para o mais funcional. Quem leva a estatueta aqui normalmente é o filme cujas imagens têm cara de cartão postal. É por isso que o melhor trabalho indicado, Matthew Libatique em “Cisne negro”, não vai ganhar. Ainda mais filmado em Super 16, que deixa o quadro mais granulado – algo que não-entendidos podem achar “tosco”. Com isso, a disputa fica entre o vencedor do Sindicato, Wally Pfister por “A origem”, e o belo trabalho de Roger Deakins em “Bravura indômita”. Considerando que este último é o mais ‘bonito’ dos dois e que Deakins entra fácil na regra “já devia ter ganhado há muitos anos” (leia-se regra da dívida a ser quitada), a gente acha que ele leva. Recusamo-nos terminantemente a acreditar que a regra do voto preguiçoso faça com que os membros votem nos quadros cansativos de Danny Cohen em “O discurso do rei”. Mas não é impossível.

O Oscar vai para: Roger Deakins, Bravura indômita
Mas quem também pode ganhar é: Wally Pfister, A origem; ou Danny Cohen, O discurso do rei
O nosso voto seria: Matthew Libatique, Cisne negro

Estas roupas foram oficialmente emprestadas para o Carnaval do Rio 2011 após o trágico incêndio.
Estas roupas foram oficialmente emprestadas para o Carnaval do Rio 2011 após o trágico incêndio.

Melhor figurino
Eis um caso em que mais é mais. Colleen Atwood (que já levou dois Oscar por “Chicago” e “Memórias de uma gueixa”) é uma das favoritas aqui, pelo “Alice no País das Maravilhas” de Tim Burton. De todos os problemas que se pode reclamar no longa, o figurino não é um deles. As roupas são extravagantes, mas condizentes com o universo do cineasta – e bonitas. A grande adversária de Atwood é Jenny Beaven, pelo seu trabalho correto e pesquisado em “O discurso do rei”. Filmes de época com realeza inglesa são batata aqui, então a disputa é acirrada. No Sindicato, “Alice” levou o prêmio na categoria Fantasia e “O discurso” como produção de Época. Então… cara ou coroa?

O Oscar vai para: Colleen Atwood, Alice no País das Maravilhas
Mas quem também pode ganhar é: Jenny Beaven, O discurso do rei
Nosso voto seria: Alice no País das Maravilhas

Melhor montagem

Provavelmente a melhor disputa do ano – a mais acirrada, difícil de prever e que vai antecipar muita coisa quando for anunciada no domingo. Sem o favorito-não-indicado Lee Smith, por “A origem”, quem lidera a corrida aqui é a dupla Angus Wall e Kirk Baxter, por “A rede social”. Eles já levaram o prêmio do Sindicato e tudo indica que sairão do Kodak Theatre com um carequinha também. Mas… há quem diga que o (excepcional) trabalho de montagem do filme vem do roteiro de Aaron Sorkin, o que diminuiria os méritos da dupla (discordamos). E há uma tradição de casar esse prêmio com melhor filme. Se for o caso, o equilíbrio entre comédia e drama de Tariq Anwar em “O discurso do rei” é a opção “montagem clássica e invisível”, perfeitamente compreensível dentro da teoria do voto preguiçoso.

O Oscar vai para: Angus Wall e Kirk Baxter, A rede social
Mas quem também pode ganhar é: Tariq Anwar, O discurso do rei
Nosso voto seria: A rede social

Na cara.
Na cara.

Melhor maquiagem
Uma das categorias mais chochas do ano, com três longas que não foram indicados a mais nada além daqui. O favorito seria o mestre Rick Baker em “O lobisomem”. Nome reconhecidíssimo e respeitado na indústria, ele fez uma das únicas coisas inquestionáveis nessa tosquice de filme e pode levar seu sétimo (!?) Oscar pelo trabalho. O problema é a qualidade técnica do conjunto do longa, que pode fazer a Academia optar pelos dois outros concorrentes, bem mais aclamados pela crítica. “A minha versão do amor” foi indicado pelo rejuvenescimento e envelhecimento de Paul Giamatti como o protagonista. E “Caminho da liberdade” é dirigido pelo grande Peter Weir (Mestre dos mares, O show de Truman), com personagens enfrentando frio e calor intenso, fome e doenças – tudo refletido no trabalho de maquiagem. O nome de Weir e um certo apreço pelo filme por parte da crítica e dos colegas podem pesar aqui.

O Oscar vai para: O Lobisomem
Mas quem também pode ganhar é: Caminho da liberdade
Nosso voto seria: Nos abstemos, já que não vimos dois dos concorrentes.

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