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Pílula-Guia do Oscar 2011 – Parte 4

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25 de fevereiro de 2011

Cinema, Overdose

Até sexta, o Pílula Pop apresenta as previsões mais atualizadas e cientificamente comprovadas em cada um das 24 categorias do Oscar. A gente te ajuda a ganhar o Bolão dos Amigos e você paga uma cerveja pra gente depois, beleza?

Hoje: O som da vitória.

Melhor trilha musical

Uma das categorias mais difíceis de prever neste ano. “Como treinar seu dragão” deve perder o Oscar de Animação, então podem querer consolá-lo aqui. “A rede social” teve uma das trilhas mais originais dos últimos tempos e levou o Globo de ouro. “A origem” tem a música mais marcante e impactante dentre os concorrentes. Alexandre Desplat fez um dos melhores trabalhos do ano em “O escritor fantasma”, mas foi indicado pelo provável vencedor de melhor filme, “O discurso do rei”. E nosso favorito não é nenhum deles: a música de A.R. Rahman em “127 horas” é deliciosa, mas como ele já ganhou dois carecas há pouquíssimo tempo, não tem chance aqui. Nosso palpite? Que Desplat leve pelo conjunto da obra em 2011, mesmo que a trilha do filme de Tom Hooper não tenha nada demais.

O Oscar vai para: Alexandre Desplat, O discurso do rei
Mas quem também pode ganhar é: Hans Zimmer, A origem
O nosso voto seria: A. R. Rahman, 127 horas

Melhor canção original

Mais um caso em que nossa favorita, “If I rise”, escrita por Dido e A.R. Rahman para o filme de Danny Boyle, não tem a mínima chance de ganhar. O vocal sussurrado da inglesa e o crescente lento e esperançoso da música, associado ao coral de criancinhas, compensam pela letra básica e cumprem exatamente o papel da canção no longa. Mas “127 horas” não registrou o suficiente com a Academia para ela prestar a devida atenção à música. O mesmo vale para “Coming home” de “Country strong”, que ninguém viu e na qual ninguém votaria porque Gwyneth Paltrow não convence como cantora country. A disputa aqui é entre as duas animações. “We belong together” tem a vantagem de estar no melhor filme, “Toy story 3”, amado por público e crítica. Já “I see the light” é a melhor música e tem toda a cara de canção de Oscar. E vai ser o único lugar para quem gostou de “Enrolados” honrar o desenho, já que ele nem foi indicado na categoria de Animação.

O Oscar vai para: Alan Menken, I see the light
Mas quem também pode ganhar é: Randy Newman, We belong together
O nosso voto seria: A.R Rahman e Dido, If I rise

Tchibum!
Tchibum!

Melhor mixagem de som
Importante alerta aqui: a maior parte da Academia (assim como quase todo mundo) não sabe a diferença entre mixagem e edição de som. Então, eles normalmente votam no melhor filme entre os indicados – o que quase nunca faz justiça na categoria. Como Serviço de Utilidade Pública, o Pílula explica: mixagem de som é o balanço, o equilíbrio de todos os elementos de áudio em uma cena (diálogos, barulhos, música, efeitos etc) para provocar o efeito desejado no espectador e tornar todos esses elementos harmônicos e audíveis. O melhor trabalho do ano na nossa opinião, “Cisne negro”, não foi indicado. Curiosamente, segundo os especialistas, a melhor mixagem costuma ser na ação descerebrada – em 2011, “Salt” – mas ninguém tem coragem de votar nisso. Então o careca deve ir ou para o magnânimo som de “A origem” ou para o minimalismo de “Bravura indômita”. A ótima mixagem de “A rede social” passa despercebida porque eles acham que filme sem efeitos e ação não tem som. Como a gente acredita que a preguiça vai fazer os membros votarem no filme de Chris Nolan em todos os prêmios técnicos possíveis, é com ele que a gente fica.

O Oscar vai para: A origem
Mas quem também pode ganhar é: Bravura indômita
Nosso voto seria: A rede social

Vrummmmmmmm...
Vrummmmmmmm...

Melhor edição de som
As duas primeiras frases da categoria anterior também valem aqui. E como estamos legais hoje, vamos ao esclarecimento: edição de som é todo o trabalho de áudio criado em pós-produção (com exceção da trilha musical, claro). Em outras palavras, é a parte sonora não captada durante as filmagens, mas sim gerada e/ou manipulada digitalmente. Por isso, animações e ficções científicas aparecem por aqui com tanta frequência – estão aí “Toy story 3” e “Tron: O legado” neste ano que não nos deixam mentir. A sequência estrelada por Jeff Bridges, aliás, é o trabalho mais chamativo da categoria, ao lado do velocidade máxima de Denzel Washington, “Incontrolável”. Mas ambos são filmes muito pipoca para os gostos da Academia. É muito provável que grande parte dos membros nem tenha assistido aos dois. Com isso, nosso palpite aqui continua no domínio de “A origem” nas categorias técnicas, com uma chance de o pedigree dos Coen se manifestar, dando o prêmio a “Bravura indômita”.

O Oscar vai para: A origem
Mas quem também pode ganhar é: Bravura indômita ou Tron: O legado
Nosso voto seria: A origem

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