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Sete dúvidas que você pode ter durante “Invasão do mundo – Batalha Los Angeles”

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19 de março de 2011

Cinema, Receituário

Invasão do mundo: Batalha Los Angeles

Battle: Los Angeles, EUA, 2011

  • Dir.: Jonathan Liebesman
  • Elenco: Aaron Eckhart, Michelle Rodriguez, Jim Parrack, Bridget Moynahan, Ramon Rodriguez, Michael Peña, Cory Hardrict, Gino Anthony Pesi, Adetokumboh M’Cormack

Avaliação: ½☆☆☆☆ 

Ahn… quem?
O filme sabe tanto que é impossível identificar e diferenciar seus soldados / “personagens” que faz uma apresentação separada de cada um deles no início, com direito a lettering na tela e tudo. Não adianta nada. Quando o bicho começa a pegar e tiros e bombas voam para todo lado, você não tem ideia de quem morreu ou quais estão vivos. O que o “diretor” Jonathan Liebesman queria era aquela estrutura de filme de serial killer: um monte de personagens multicoloridos dos quais, obviamente, só 1/10 vai chegar ao final (provavelmente os mais brancos e bonitos) – o resto vai servir para mortes elaboradas e/ou emocionantes (o que, infelizmente, não é o caso no longa em questão).

3 em 1: dor, surpresa e indignação.
3 em 1: dor, surpresa e indignação.

 

Aaron Eckhart fez botox?
Não, ele simplesmente está pagando as contas, enquanto entrega uma performance clássica do “Método Reynaldo Gianecchini de atuação”: a mesma expressão para todas as emoções porque economia é o futuro. E sem julgamentos: se até De Niro & Pacino fazem isso hoje em dia, por que ele não pode?

Aquela ali é a…?
Claro que é. Você está fazendo um filme de ação com militares quebrando o pau e precisa cumprir a política de cotas, botando uma mulher como soldado. Quem você chama? Michelle Rodriguez, óbvio. Ela é mulé muito macho, provavelmente a melhor do bando, e se eu a encontrasse na rua no meio da noite, ela fizesse cara feia e gritasse pra mim, eu saía correndo e não olhava pra trás.

Vai encarar?
Vai encarar?

 

Aquele ali é o…?
Hoyt, do “True blood”? Sim!

O filme é uma…?
Adaptação de videogame? Não. Apesar de várias das sequências de ação serem chupadas sem cerimônia de jogos como “Call of duty”, “Counter strike” e afins. Uma logo no início, quando os soldados são encurralados em um beco pelos aliens, é descarada. E a sensação de assistir ao filme é a mesma de ver alguém jogando um game que você não entende: é impossível ter ideia do que está acontecendo. A edição é uma bagunça, os personagens são difusos e, por mais que os efeitos e o áudio sejam bons, não tem ninguém por trás das câmeras com a mínima noção do que é contar uma história.

Alistar-se no exército, pegar uma metralhadora e sair atirando nos ‘invasores’ é divertido assim mesmo?
NÃO. O discurso G.I. Joe “Junte-se ao exército, conheça pessoas legais e mate todas elas” do filme chega a ser criminoso, tendo em vista que este tipo de produção tem como público-alvo os adolescentes. Chega-se ao cúmulo de insinuar que um pequeno garoto latino é o “melhor fuzileiro” do longa. O roteiro reacionário e militarista é patético, os diálogos são vergonhosos e em nenhum momento o “roteiro” (sic) se preocupa em dar qualquer profundidade aos aliens. Eles são maus e nós somos bons. E nessa pintura em preto e branco, os EUA cavalgam rumo ao apocalipse.

Meu cérebro encolheu um pouquinho nas últimas duas horas?
Provavelmente, sim.

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4 Comments For This Post

  1. Campa Says:

    E realmente tem a mensagem de que o filme é “Baseado em fatos reais?”

  2. Daniel Oliveira Says:

    Uhn… não que eu tenha notado =/

  3. marcelo Says:

    Vocês estão pedindo demais de um filme de sessão da tarde.
    O objetivo é ação e só.

  4. Selton Igor Says:

    Cara, se não gosta de ação não assiste. Filme assim é para DIVERSÃO e não para abordar assuntos sérios, reais ou sequer morais.

    Vai la assistir casablanca, e o vento levou 😀

    Ah mano e não entender de jogos de tiros da atualidade, só velho chato viu!!!!!

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