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Grey’s anatomy 7×20 White Wedding

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7 de maio de 2011

Receituário, TV

Sim, Callie e Arizona se casaram. Depois de um dos maiores infernos astrais já enfrentado por um casal na história da televisão – e coincidentemente na semana em que o Estado brasileiro resolveu reconhecer que se duas pessoas se amam e querem passar o resto da vida juntas, elas devem ter seus direitos respeitados (uau, sério!?) – as duas botaram belos vestidos brancos, ficaram gatonas e celebraram seu amor em uma cerimônia oficiada (e dirigida) por Bailey.

O resto do episódio, na verdade, foi bem mais ou menos. Os casos das crianças africanas foram todos muito corridos e cheios de diálogos forçados. A única exceção foi a fofíssima Zola, que fez Derek virar um babão ridiculamente feliz (legal ver Patrick Dempsey fora do piloto automático que ele ligou durante a temporada inteira) e propor a Meredith que os dois a adotassem.

A decisão obrigou o McCasal a oficializar o McPost-it em um cartório e deu a “Grey’s anatomy” a chance de fazer um daqueles discursos pelos quais a série é conhecida (e criticada): nada sutil, mas pertinente e emocionante. Os casamentos de Derek & Meredith e Callie & Arizona foram competentemente intercalados na edição, contrastando a frieza de um casal sem a mínima vontade de assinar um papel para provar seu amor, mas que pode fazê-lo na hora que quiser, com outro que vê um significado importante nisso, mas tem o direito negado pelo Estado – e pela religião.

E como nós nunca conseguiríamos expressar nossa opinião de forma mais veemente e incisiva que a gigante Dra. Miranda Bailey (numa interpretação deliciosa de Chandra Wilson), a gente encerra esse recap de um jeito diferente. Já que o STF aprovou a “união estável”, mas a lei e a igreja medievalmente ainda não falam em “casamento”, o Pílula reproduz aí embaixo o Bailey-speech da temporada, que infelizmente muita gente ainda precisa ouvir/ler:

Bailey é nossa pastora e nada nos faltará.
Bailey é nossa pastora e nada nos faltará.

“Em primeiro lugar, você não precisa da lei, de um padre ou da sua mãe para tornar seu casamento real. E a igreja… a igreja pode ser qualquer lugar que você deseje. Em um campo, numa montanha ou aqui mesmo… nesta sala. Porque onde você acha que Deus está? Ele está em você, está em mim, bem aqui… no meio de nós. Sua igreja não entendeu Deus ainda. Sua mãe… ela não entendeu Deus ainda. E, aliás, ela pode nunca entender. Mas tudo bem. Está tudo bem. Se você está disposta a se levantar na frente dos seus amigos, família e Deus e se entregar a outro ser humano… se dar numa parceria para o melhor ou pior, na saúde ou na doença… querida, isso é um casamento. É real. E é tudo o que importa. Além do mais, eu me casei legalmente. Com um homem. Numa igreja. Olha que beleza que foi…”

Amém.

P.S.: E mãe da Callie que acha que não vai ver a filha no “Reino dos Céus”: você realmente não vai. Mas por outros motivos #reflita.

E na semana que vem, a corrida para Residente-Chefe pega fogo.

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