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Grey’s anatomy 7×19 It’s a long way back

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1 de maio de 2011

Receituário, TV

Clube da luta.
Clube da luta.

An affair to forget
Tudo que queríamos deste episódio é que ele nos fizesse esquecer de que o anterior (e toda aquela… err, cantoria) existiu um dia. It’s a long way back não fez isso. Fez… um pouco melhor. Provando que das trevas pode nascer luz, “Grey’s anatomy” não trapaceou, fingindo que as lesões e traumas de Callie e seu bebê, Sofia Robbins Sloan Torres, foram curadas da noite pro dia, e mostrou que não precisa de palhaçadas musicais para ser bom.

Assim, acompanhamos a ortopedista-tenor recuperando seus movimentos e o meio quilo de carne e ossos se transformando em um neném fofinho, durante um longo período de três meses. Normalmente, não sou fã de episódios com saltos temporais. Eles são um prato cheio de histórias cozidas pela metade e desenvolvimentos forçados de personagens – um mero truque para os roteiristas lidarem com algo que não sabem resolver direito. Mas, ao lado da season premiere da 6ª temporada, It’s a long way back foi um dos melhores do gênero que “Grey’s” já fez.

Apesar dos já conhecidos exageros de atuação de Sara Ramirez – ela podia aprender como chorar com Sandra Oh ou Chandra Wilson – a jornada de Callie e Sofia teve bons momentos. O Clube da Luta para juntar as duas pela primeira vez deu a tônica do episódio, com os residentes testando (e ultrapassando) os limites de seus poderes no hospital. E o ataque de pânico de Torres no final (ao som da bela “Vanderlyle Crybaby Geeks”, do The National), quando ela e o bebê estão prestes a ir pra casa, além de ter sido uma das partes mais realistas dessa história toda, foi talvez a melhor cena de Ramirez no seriado. E nos lembrou de como sentimos falta dos discursos de Bailey pré-enfermeiro tarado.

Quem é a paciente 122?
Por falar em testar limites. A vida de Meredith Grey estava bem pouco dark and twisted para um drama como “Grey’s anatomy”. E quando isso acontece, quem a criadora Shonda Rhimes precisa invocar? Ellis Grey, óbvio.

A morte de um paciente de complicações cardíacas durante a aplicação do remédio dá a Adele enfim a oportunidade de entrar no Estudo Clínico de Derek. O problema começa quando Grey, que já havia visto um post-it de partir o coração cair do bolso de Richard, vai conversar com a esposa do Chefe. O Alzheimer faz com que ela confunda Meredith com Ellis e implore pelo marido de volta. É uma cena triste, em que Grey é confrontada com o tamanho do sofrimento que sua mãe impôs àquela mulher.

Transbordando de culpa, Meredith entra na sala contendo os envelopes do Estudo Clínico, vê que Adele vai receber placebo e, sim, troca as injeções (enquanto você grita “NÃO, MER, NÃAAAO!!!”). O pior é que ela faz isso justo quando o Estudo está sendo investigado pela FDA devido à morte do paciente. E ela é flagrada por Alex, um dos únicos no hospital que sabem o que são aqueles envelopes. Tenha certeza de que isso não vai terminar bem.

Dark & twisted is back, bitch!
Dark & twisted is back, bitch!

 

Seattle Grace for Africa
Por falar [2] em Alex. Questionado por Owen sobre seu plano para concorrer a Residente-Chefe, Karev tem uma ideia mirabolante, veste seu manto de Dr. Doug Ross e atende à reclamação que fazemos dois episódios atrás.

Devido aos problemas de Callie e Sofia, Arizona não pode cumprir sua promessa de voltar ao Malawi periodicamente (aliás, maior mérito dessa storyline: lembrar dessa responsabilidade de Robbins). Quando ela mostra os exames de uma criança que precisa ser operada para Karev, ele sugere “por que não trazê-los para cá?”.

Com a ajuda financeira de uma paciente morrendo de câncer, tão (ou mais) escrota quanto ele, Alex realiza o impossível. E, ao final de It’s a long way back, várias criancinhas africanas adentraram as portas do Seattle Grace trazendo um monte de cool surgeries. A performance cômica de Justin Chambers ao final deixou um pouco a desejar, mas Cristina sintetizou bem: “A Semente do Mal virou agora a Madre Teresa”. E disparou no nosso bolão de quem será o novo Residente-Chefe.

Un-break my heart
No quesito “inappropriate” da noite, Teddy, ainda se recusando a ensinar Cristina, passa a se encontrar com Henry após todos os seus (muitos) encontros fracassados. Detalhe: na casa dele. E quando o pobre coitado finalmente acha que tem uma chance e prepara um jantar à luz de velas, em um clássico Grey’s moment, ela aparece para dizer que o encontro deu certo. Por sinal, com o psiquiatra que Altman estava pegando no início da temporada. Resumo da novela: Teddy vai consertar o coração do cara, só para partí-lo ao meio em seguida. Afinal, isso é “Grey’s anatomy”.

Na próxima semana, dois casamentos, duas noivas e uma proposta de adoção.

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