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HQs da semana: 01 de junho

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7 de junho de 2011

Quadrinhos, Receituário

Na semana passada eu reclamei de não haver nada relacionado aos grandes crossovers das duas principais editoras dos Estados Unidos chegando às comic shops americanas. Essa semana eu mordo a língua: não só o mês de junho começa com uma penca de tie-ins, como edições das sagas da DC e Marvel são lançadas no mesmo dia!

E para não deixar nenhuma sombra de marasmo, a semana acabou sendo ainda mais movimentada no mundo dos quadrinhos, com o anúncio da renovação da linha de super-heróis da DC, que em agosto irá lançar 52 edições #1 (embora mantendo boa parte das equipes criativas intactas), aproveitando a ocasião para rejuvenescer seus principais personagens (leia-se: consertar problemas de continuidade e estrear novos uniformes, mais moderninhos). O burburinho a respeito do revamp da DC, que também anunciou a inauguração de um inédito sistema de distribuição digital dos seus quadrinhos (com lançamento simultâneo nas bancas e na web), acabou chamando mais atenção da crítica especializada do que os próprios títulos lançados na semana. Mas vamos ao que interessa!

No lado Marvel, “Fear Itself #3” mostrou que a nova saga tem mais em comum com Secret Invasion do que gostaríamos: numa edição de 20 páginas de história (saudade das doze edições de 48 páginas de Crise nas Infinitas Terras, aquilo é que era um épico), a trama não avança quase nada, mesmo com a morte de um personagem “importante”, que acontece bem a tempo de servir para restaurar o status quo de um certo herói que ganha a sua adaptação para o cinema em um mês próximo.

Já “Fear Itself – The Deep #1” mostra uma nova versão dos Defensores enfrentando um dos “dignos”, o vilão sub-aquático Attuma. Só que, enquanto Attuma está energizado pelo poder de um deus, Namor está ferido e humilhado, o Dr. Estranho já não é mais aquele “feiticeiro supremo” de tempos idos, e ao invés do Hulk temos a Mulher-Hulk “light”. Cara, aposto que eles nunca ficaram tão felizes em ver o Surfista Prateado! A edição não é nada de especial, mas tem uma caracterização “certinha” e ação suficiente para estimular a leitura do resto da minissérie.

No campo da DC, “Flashpoint #2” mostra que seu crossover tem muito mais história que o da concorrência (apesar de inferior a “Fear Itself” no quesito desenhos), mas ainda fica a sensação de estarmos relendo a “Era do Apocalipse”. Também fica bem difícil se importar com personagens que são apenas versões alternativas dos nossos heróis favoritos – e, convenhamos, ninguém liga pro Barry Allen, único remanescente da linha do tempo original. E, é claro, como toda revista escrita por Geoff Johns, tem seus momentos esdrúxulos (daqueles que dão vontade de dar cabeçadas na parede), começando pela capa.

Entre os “tie-ins” de Flashpoint, “Flashpoint – Secret Seven #1” é  o que mais se destaca, com a boa arte de George Perez e os roteiros de Peter Milligan. Mas o foco no personagem semi-esquecido Shade, o Homem-Mutante, faz com que a edição perca a estranheza de “realidade alternativa” da saga, já que poucos conhecem a versão original do camarada. “Flashpoint – Batman: Knight of Vengeance #1” tem um daqueles títulos longos que são tão comuns em época de crossovers, mas também mostra altíssima qualidade. Brian Azzarello (de “100 Balas”) escreve a história do Batman alternativo que mais parece o morcego de “O Cavaleiro das Trevas” do que o Bruce Wayne da cronologia atual: o que é adequado, já que este morcego não é Bruce.

A capa de “World of Flashpoint #1” dá uma impressão errada da revista: a arte do interior é bem melhor do que a da capa (colocar um artista melhor nas capas é sacanear o leitor, mas colocar um artista pior é burrice). A trama da minissérie dá mais detalhes das “diferenças” dessa realidade alternativa que a própria saga principal, e acerta ao focar na feiticeira adolescente Traci Thirteen: embora a versão da garota neste universo não seja tão diferente da original, é essa consistência que torna mais chocante a diferença do seu mundo, uma Europa devastada pelos ataques do Aquaman. Entretanto, a história toma um rumo que só serve para aumentar as similaridades entre o mundo da saga e o de a “Era do Apocalipse”.

 

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