Mortal Kombat: Legacy

Nossa avaliação

Muitos fãs de games reclamam que as adaptações dos jogos para cinema ou televisão não dão certo porque quem escreveu, produziu ou dirigiu nunca nem sequer jogou o game. Mas não é o caso de “Mortal Kombat: Legacy”, série online assinada por Kevin Tancharoen, fã assumido do material original.

Tudo começou com um projeto da Warner de produzir a terceira parte da série cinematográfica de “Mortal Kombat” iniciada nos anos 90. O primeiro filme, lá de 1995, não é tão ruim. É até bem bacaninha (vai me dizer que você nunca foi numa balada nos anos 90 e dançou a trilha sonora do filme?). Mas lembrar da continuação “Mortal Kombat: A Aniquilação” (1997) e do seriado “Mortal Kombat: A Conquista” (1998) é de doer. Pra que o estúdio deveria mexer no que já estava morto e enterrado? O projeto não foi pra frente e logo Mortal Kombat 3 foi engavetado (e depois de assistir a “Street Fighter: A Lenda de Chun-Li”, “The King of Fighter” e “Tekken”, acho que esse foi a decisão mais sábia da Warner nos últimos anos…).

E é aqui que Tancharoen aparece. Ele percebeu que se quisesse ver uma adaptação decente de Mortal Kombat, ele mesmo teria que fazê-la. De maneira amadora, juntou alguns amigos atores, uma pequena equipe de colaboradores, tirou quase oito mil dólares do bolso, gravou um curta baseado no game e jogou no Youtube em junho de 2010.

“Mortal Kombat: Rebirth” é uma releitura realista da história dos jogos. Tudo se passa em uma delegacia, onde vemos o detetive Jackson “Jacks” Briggs (Michael Jai White, o Spawn do filme de 1997) interrogando um assassino chamado Hanzo Hasashi (Ian Anthony Dale), vulgo Scorpion, sobre a formação de um torneio que teria assassinos seriais como lutadores. São apresentadas versões realistas de Baraka (Lateef Crowder) e Reptile (Richard Dorton), além de Sonya Blade (Jeri Ryan), Johnny Cage (Matt Mullins) e referências a Shang Tsung, Sub-Zero, Striker e Nood Saibot.

O curta foi um sucesso. Os mais de um milhão de acessos no Youtube foram suficientes para a Warner observar o trabalho de Tancharoen e oficializar a websérie “Mortal Kombat: Legacy”, que estreou dia 12 de abril. O formato é inovador e, ao mesmo tempo, um teste, lançando semanalmente no Youtube os episódios, com média de 10 minutos de duração cada um.

“Legacy” é menos realista do que “Rebirth”. Os atores retornam reprisando seus papéis em uma trama que mostra, sem vínculo com o curta, os mundos de Edenia, a raça Tarkatan e a ameaça dimensional que é o Mortal Kombat, em histórias curtas explorando o passado de alguns personagens antes do início do torneio. A série mostra como Jax ganhou seus braços metálicos e Kano (Darren Shahlavi) o seu olho biônico. Testemunhamos a decadência de Johnny Cage (indo do estrelato à rejeição), a guerra de Edenia, a ascensão de Shao Kahn (Aleks Paunovic) e o surgimento da rivalidade entre Kitana (Samantha Tjhia) e Mileena (Jolene Tran), em um interessante episódio que mescla animação e live action.

A série foi paralisada no dia 31 de maio, em seu penúltimo episódio. Tancharoen explicou em seu twitter que, para aumentar a divulgação, deixará para mostrar o nono, e último, episódio da temporada (que apresentará os andróides Sektor e Cyrax) na San Diego Comic Con, que começa no próximo mês.

Dos oito episódios liberados até agora, três se destacam. O sexto é simplesmente genial, apresentando Raiden (Ryan Robbins) em um manicômio. Convenhamos que todo mundo ia mesmo achar louco um cara que se diz ser o deus do trovão que caiu do céu para avisar que um torneio acontecerá trazendo o Armageddon. Então Raiden, taxado como insano, fraco e debilitado, tem que descobrir uma forma de sair do manicômio, arranjar um chapéu ridículo e salvar o mundo.

O sétimo e oitavo apresentam Scorpion e Sub-Zero (Kevan Ohtsji), é ambientado no Japão e todo falado em japonês. Os episódios exploram a rivalidade entre os dois ninjas (que são de clãs rivais) enquanto explica como Scorpion se tornou o demônio conhecido nos jogos: é quase um “Scorpion Begins”. A luta entre os dois é o ponto alto dos episódios, com direito a manipulação do gelo, ao famoso grito GET OVER HERE!, um singelo fatality no final e a aparição surpreendente de Quan Chi (Michael Rogers).

Por falar em Quan Chi, preste atenção nele e em Shang Tsung (Johnson Phan) – que aparece no decorrer de toda a série. Mesmo com a presença de Shao Kahn, eles são os principais vilões, orquestrando e mexendo cada peça que fará parte do torneio.

Agora só resta esperar pelo episódio final. Segundo Tancharoen, a intenção é transformar “Mortal Kombat: Legacy” em série para televisão ou, quem sabe, em filme. Enquanto Raiden, Sub-Zero e cia não retornam à tela grande, ficamos com os oito episódios, logo abaixo. Finish Him!

[ATUALIZADO] Demorou para sair, mas o episódio final já está aqui. Bem lá embaixo…

Mortal Kombat: Legacy: Ep. 1 – Jax, Sonya and Kano (Part 1)

Mortal Kombat: Legacy: Ep. 2 – Jax, Sonya and Kano (Part 2)

Mortal Kombat: Legacy: Ep. 3 – Johnny Cage

Mortal Kombat: Legacy: Ep. 4 – Kitana & Mileena (Part 1)

Mortal Kombat: Legacy: Ep. 5 – Kitana & Mileena (Part 2)

Mortal Kombat: Legacy: Ep. 6 – Raiden

Mortal Kombat: Legacy: Ep. 7: Scorpion and Sub Zero (Part 1)

Mortal Kombat: Legacy: Ep. 8: Scorpion and Sub Zero (Part 2)

Mortal Kombat: Legacy: Ep. 9: Cyrax and Sektor

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