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Breaking Bad 4×01 – Box Cutter

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25 de julho de 2011

Receituário, TV

Gente, tem spoilers. Assim, MUITO SPOILER.

Episódio novo de temporada nova é, ao contrário do que o final BAFÃO da temporada anterior possa sugerir, bem relax, né? Isso posto, você, que aguentou firme suas emoções nos treze meses que separaram a terceira e a quarta parte da história, certamente terá suas respostas. Mesmo que em marcha lenta.

Nosso pitoresco protagonista, Walter White, apreendeu um pouco do clima TENSO que o rodeia nos últimos tempos. Ao contrário do professor coxinha e trêmulo que deu as caras nos primeiros episódios, o que existe agora é um negociador. Mesmo com a cabeça na ponta da espada após assassinar Gale (principal assistente do multi-periculoso Gus, o maior chefe de fase da série), Walt tem a manha de expor, cuidadosamente, os benefícios que Gus teria em manter o professor e Pinkman, o comparsa, vivos e seguros. O chefão concorda, mas, estiloso que só, resolve enfiar o estilete no pescoço de um dos seus funcionários na frente da galera. É, esse é o modo Gus de deixar claro que alguém tem que manter a empresa funcionando.

Walt reza por sua vida. Polidamente
Walt reza por sua vida. Polidamente

Pinkman, um dos personagens mais desgraçadamente CHATOS da televisão americana, também ganhou uma tremenda repaginada, de whigger vacilão para whigger caladinho. Esse é o modo Pinkman de deixar claro que atirar na cara de alguém é tão corriqueiro quanto pedir omelete.

Mudando da água para a caipivodka, Saul, um dos personagens mais GÊNIOS da televisão de qualquer lugar, só aparece durante alguns segundos em todo o episódio. Como advogado picareta que é, Saul é obrigado a passar um pente fino periódico em seu escritório, como forma de se precaver contra escutas. E você aí pensando que Breaking Bad não mantém conexões com a realidade.

No núcleo dos não-criminosos, Skylar, a esposa atormentada de Walt, fez a suave transição de gestante carismática para gordinha gostosa. O filho deles, Walter Jr., parece que está bem também. Pelo menos foi o que eu conseguir presumir na única cena que menciona implicitamente o rapaz: Skylar dando um rolé na casa e um rap pancadão do bem rolando no quarto do camarada. Hank, o cunhado, continua naquele misto de perplexão e catatonia após se envolver com os gêmeos mexicanos da pesada que queriam a cabeça de Walt. Carinhosamente, resumo para vocês que a maior diversão atual do careca é dar lances no ebay.

O desafio agora, como Walt expressa em voz alta em uma cena lá pelo fim, é conviver com a periclitante sensação de que Gus pode invadir o laboratório a qualquer hora e passar a peixeira sem dó nos dois cozinheiros. Pinkman, em um arroubo bizarro de sensatez, atesta algo razoavelmente confortante: não vai ser fácil para o traficante arrumar outro químico que consiga ser digno de confiança e tão bom quanto Walt.

Será?

P.S.: O câncer de Walt não é mencionado. Suponho que ele ainda esteja lá.

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2 Comments For This Post

  1. Karina Says:

    Sério que vc não gosta do Jesse?? Eu adoro!

  2. William Alves Says:

    Não, não gosto. Mas reconheço que ele é essencial. Sem ele não teríamos conhecido o glorioso TUCO, por exemplo. (RIP Tuco)

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