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HQs da semana: 21 de setembro

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27 de setembro de 2011

Quadrinhos, Receituário

Continuamos a cobertura do mês de “relançamento” do universo DC com mais uma penca de títulos. Sendo assim, vamos ao que interessa sem mais delongas…

Batman #1” marca a estréia do ótimo Greg Capullo nos desenhos e de Scott Snyder nos roteiros (que trocou “Detective Comics” com o fraco Tony Daniel). E o resultado é de primeira: muito embora o mundo de Batman pós-Flashpoint não seja muito diferente do pré-Flashpoint (o Comissário Gordon está mais jovem, e só), a edição é um ótimo ponto de entrada para novos leitores, apresentando muito bem os personagens e anunciando uma nova fase da revista. O único ponto negativo é a inconsistência na aparência de Dick Grayson, que parece mais jovem e usa um corte de cabelo bem diferente do que aparece em “Nightwing”. Nota 4,5 em 5.

Nightwing #1” é também uma edição sólida, ainda que nada espetacular. Dick Grayson volta a ser o Asa Noturna e até menciona o breve período em que serviu como Batman, mostrando que Flashpoint não fez mesmo muitas mudanças na cronologia dos defensores de Gotham. Ponto curioso é a trama, que envolve o herói sendo falsamente incriminado de assassinato – muito semelhante a algo que ocorre em “Batman #1” e deixa a dúvida se os títulos estão contando uma mesma estória interrelacionada, ou se é só coincidência/desatenção dos editores. Nota 3,5 em 5.

Green Lantern Corps #1” é outra ótima edição de “reapresentação” dos personagens e ensina aos leitores que só conhecem Hal Jordan tudo o que eles precisam saber sobre os outros Lanternas, Guy Gardner e John Stewart. A arte de Fernando Pasarin emula muito bem o estilo de Brian Hitch e é um dos pontos altos da edição. Curiosamente, no novo universo DC os Lanternas parecem ser heróis bem populares junto ao público… Nota 4,5 em 5.

Já “Supergirl #1” é um verdadeiro “reboot”, apagando a versão “patricinha” da heroína criada por Jeph Loeb e recomeçando sua estória com a chegada da prima kryptoniana do Superman na Terra. O novo uniforme é bem interessante e a arte de Mike Johnson é impecável, mas a estória se desenrola muito devagar… Chegamos ao final da edição e quase nada aconteceu! Destaque para a cena em que Kara descobre sua “superaudição” e escuta diálogos de outras revistas da semana. Nota 3,5 em 5.

Birds of Prey #1” é um título interessante, graças à arte de Jesus Saiz e aos ótimos diálogos de Duane Swierczynski. Mas a estrutura da edição é fraca, com uma narrativa não-linear que faz pouco para deixar claro para o leitor quem são as heroínas e sobre o que faz a sua equipe – ponto importante tanto para os novos quanto para os velhos leitores, já que não se tratam de personagens tão conhecidas como o Batman ou o Lanterna Verde, e suas versões pós-Flashpoint parecem ter sofrido mais mudanças do que uma mera troca de uniformes… Nota 3 em 5.

Wonder Woman #1” é o melhor título da semana, sem dúvida. A aguardada combinação do roteirista Brian Azzarello e do desenhista Cliff Chiang rende bons frutos, com uma história que mantém os laços da personagem com a mitologia grega, mas mostra uma interpretação mais perturbadora de deuses como Apolo, e Hermes. Fica claro que eles não são aqueles deuses de toga dos livros de história em cenas grotescas e assustadoras, como a em que Hera decapita dois cavalos para gerar magicamente ajudantes centauros. E o novo traje de Diana é certamente um avanço! Nota 5 em 5.

Já “Captain Atom #1”, previsivelmente, não é grandes coisas. Quem conhece o trabalho do roteirista J. T. Krul já chega com baixíssimas expectativas, e não sairá desapontado. A tentativa de reformular o Capitão Átomo como um super-humano onipotente sob risco de perder a própria humanidade – aproximando-o mais do Dr. Manhattan de “Watchmen” (personagem inspirado no Capitão) – acaba dando errado, e o resultado é transformar o herói em uma versão militar do Nuclear (Firestorm, no original). A arte mal-acabada de Freddie Williams II não ajuda. Nota 1,5 em 5.

Por outro lado, “DC Universe Presents #1” não é tão ruim assim. O roteiro de Paul Jenkins escolhe um jeito um pouco complicado de apresentar o Desafiador (Deadman), mas ele consegue fazer com que simpatizemos com o trapezista defunto. A arte de Bernard Chang é muito boa, mas fiquei sem entender por que um ex-soldado americano inválido usava seu uniforme militar para ficar em casa… Nota 3 em 5.

Blue Beetle #1” é outro “reboot” do novo universo DC, mostrando as origens do terceiro Besouro Azul do zero. A edição é bem medíocre e certamente inferior à versão da história de 2005, até porque Tony Bedard não parece escrever muito bem nem latinos, nem adolescentes. Nota 1,5 em 5.

Legion of Super-Heroes #1” parece mais uma edição qualquer da revista da Legião, que continua como se nada tivesse acontecido. Nada de especialmente interessante, mas os fãs fiéis da superequipe futurista não ficarão desapontados. Pra quem gosta do “novelão” típico das HQs dos anos 80, é o que há. Nota 2 em 5.

E “Catwoman #1” foi o título que mais deu o que falar durante a semana, por causa de uma participação “especial” do Homem-Morcego. O destaque vai para a arte de Guillem March, mas é uma pena que os belos desenhos sejam usados para promover uma visão sexista e apelativa da vilã.

A polêmica cena de “sexo” é uma das piores que já vi nos quadrinhos, e sugere que o Batman seja um predador sexual com tendência à ejaculação precoce. Sério. Nota 1 em 5.

E se você ler “Catwoman” e considerar o conteúdo ofensivo, nem chegue perto de “Red Hood and the Outlaws”. Se os protagonistas fossem apenas Jason Todd e o Arsenal (que na nova continuidade nunca perdeu o braço), seria só um título de ação com heróis juvenis descerebrados. Mas a “reinterpretação” da heroína Estelar (Starfire) faz dela basicamente uma boneca inflável com super-poderes: a personagem tem o cérebro e a memória de um peixinho dourado, só anda com um biquíni minúsculo fazendo poses de coelhinha da Playboy, e transa com qualquer homem que estiver perto. Até o leitor mais machista vai achar que tem alguma coisa errada. Nota 0 em 5.

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