Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Nossa avaliação

[xrr rating=4/5]

Eu não li os livros de Stieg Larsson e não vi os filmes originais suecos. Por isso, para mim “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” foi uma experiência totalmente nova. E que experiência.

Começando com um retorno de David Fincher aos videoclipes em uma fantástica abertura que lembra, curiosamente, os clipes das produções estreladas por 007, o filme acompanha a dupla formada por Mikael (Craig) e Lisbeth (Mara) na tentativa de solução de um caso de desaparecimento ocorrido 40 anos atrás. Contratado pelo milionário Henrik Vanger (Plummer), Mikael procura entender o que aconteceu com a sobrinha deste, ao mesmo tempo em que se envolve com a estranha e amedrontadora família sueca.

Apesar do ótimo desenvolvimento do mistério em uma trama policial que consegue te manter interessado na história apesar dos longos 158 minutos de projeção, o grande charme aqui é mesmo a dupla principal. A escalação de Daniel Craig é reveladora: seu jornalista Mikael em nada lembra a coragem e agilidade do James Bond encarnado pelo ator. O 007 aqui é Lisbeth, uma hacker imprevisível em uma atuação espetacular de Rooney Mara.

É interessante como a relação mocinho-mocinha é invertida em “Millennium”: Lisbeth é o herói da história, responsável por tomar todas as atitudes (inclusive sexuais) frente a Mikael. Ela domina a tela e é responsável pelos melhores momentos do filme. A relação entre os dois é o que realmente segura a produção, já que a quantidade de nomes envolvendo a família Vanger torna-se bastante confusa para o espectador (ou leitor) de primeira viagem.

A resolução do mistério também se revela um pouco anticlimática (apesar da ótima utilização do som da Enya como forma de tortura…), já que toda aquela história é tratada de forma fria e distante: alguém realmente está interessado no que acontece com aquela família?

A resposta parece ser não. Tanto que Fincher se estende na narrativa para nos dar uma resolução para a trama que realmente importa: o relacionamento entre Lisbeth e Mikael. Com uma direção precisa, excelentes diálogos e fantásticas atuações, “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” é um filme cerebral, inteligente e por vezes assustador. Mas que ganha um brilho especial todas as vezes que se concentra em seus personagens principais, especialmente em Rooney Mara e sua Lisbeth. Que venham as continuações.

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