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Star Wars – Episódio I: A Ameaça Fantasma em 3D

por

9 de fevereiro de 2012

Cinema, Receituário

Star Wars: Episode I - The Phantom Menace 3D

EUA, 2012

  • Dir: George Lucas
  • Elenco: Liam Neeson, Ewan McGregor, Natalie Portman, Jake Lloyd, Ian McDiarmid, Ray Park, Pernilla August, Terence Stamp, Samuel L. Jackson

George Lucas parece não cansar de explorar sua galinha dos ovos de ouro. Animação para a tv, série live-action, modificações para o blu-ray e agora as duas trilogias lançadas em 3D.

“Star Wars – Episódio I: A Ameaça Fantasma” é o primeiro dos seis filmes e serem relançados no cinema com a conversão em terceira dimensão. Começar pelo pior episódio da saga é arriscado, uma vez que uma possível má bilheteria possa levar a cabo todo o projeto. E o “Episódio I” é mesmo isso: não apenas o mais infantil, mas o filme mais equivocado sobre a história dos jedis.

Revendo a produção de 1999 (pela, o quê, décima… vigésima vez?), saltam aos olhos e ouvidos os péssimos diálogos, as piadas sem graça, o roteiro episódico que pula rapidamente de um acontecimento para o outro e a mão dura de Lucas, que havia 20 anos não dirigia nada.

Mas e o 3D, vale a pena? Não. A tecnologia não melhora a atuação do Jake Lloyd, nem faz desaparecer Jar Jar Binks e todo o blá blá blá sobre midi-chlorians. Muito menos proporciona uma nova experiência: apesar de na maioria do tempo parecer quase imperceptível, a conversão possui vários problemas, especialmente em sequências escuras e cheias de detalhes, em que diferentes objetos se sobrepõem (basicamente todas as externas de Coruscant sofrem com isso).

Se em alguns casos a profundidade funciona bem, como na corrida de pods, muitas vezes o fundo surge desfocado, tornando o quadro confuso. Na verdade, o impacto com o 3D se dá apenas no letreiro da abertura do filme, em que as letras flutuantes saltam frente a um espaço que parece mesmo infinito. No mais, o filme continua o mesmo, com a já citada corrida de pods ainda funcionando de forma empolgante  e o duelo final entre os jedis dramático e emocionante na medida certa.

Se você não gosta do filme, nem deve tentar dar uma segunda chance por causa do 3D. Se é fã da saga e consegue relevar os excessos negativos de Lucas, o filme em 3D é mais uma nova versão que você sabe que precisa assistir. Já se você é daquelas pessoas que nunca viram o filme, essa é a oportunidade de assistir a “Star Wars” no cinema.

Mas não vá pelo 3D. Vá pela emoção única que é escutar o tema da saga composto por John Willians tocado em uma sala escura, enquanto naves e sabres de luz cruzam uma tela gigante na sua frente.

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2 Comments For This Post

  1. Daniel Says:

    Sem nota?

  2. Renné França Says:

    Sim. Quando é relançamento (como foi o caso de “O Rei Leão” também) não dou nota. O filme já saiu há muito tempo, todo mundo já viu… É igual o Na Prateleira, não acho que faz sentido dar nota.

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