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A Era do Gelo 4

por

28 de junho de 2012

Cinema, Receituário

Ice Age: Continental Drift

EUA, 2012

  • Dir: Steve Martino, Mike Thurmeier
  • Elenco: Ray Romano, Denis Leary, John Leguizamo, Peter Dinklage, Queen Latifah, Jennifer Lopez

Avaliação: ★★☆☆☆ 

O primeiro “A Era do Gelo” foi uma surpresa divertida, uma aventura cômica com bom ritmo e personagens carismáticos. O segundo filme já demonstrava um cansaço da fórmula, dando mais espaço ao esquilo Scrat, a melhor coisa da série.  E a terceira parte da franquia chutou o balde, trazendo dinossauros e muitos coadjuvantes para tentar renovar a história já gasta. Este “A Era do Gelo 4” é a prova definitiva de que a série já deu o que tinha que dar.

Cansativo e com piadas sem muita graça, o filme peca por manter a mesma personalidade estática de seus três principais personagens: o mamute Manny, o tigre dentes de sabre Diego e a preguiça Sid. Sem evoluírem de uma experiência para a outra, eles se tornam apenas chatos e previsíveis, o que já acontecia nos dois filmes anteriores. A diferença é que antes os roteiristas conseguiam criar coadjuvantes divertidos para roubar a cena, o que não acontece dessa vez.

A trama agora é sobre a separação dos continentes e como Manny é separado de sua família pelo mar, entrando com seus amigos em uma jornada de reencontro que os colocará no caminho de uma tripulação pirata comandada por um macaco. Os novos personagens não funcionam e a história é mal desenvolvida, uma vez que a separação continental não é explorada em termos de tensão como poderia.

Além disso, o arco dramático de desentendimento entre pais e filhos durante o apocalipse está se tornando um dos clichês mais previsíveis e entediantes no cinema de animação. A mensagem de que não se deve desafiar o pai e de que é importante ser sempre você mesmo é de um moralismo curioso em uma serie que tinha como proposta inicial a “ousadia” da amizade entre animais de três espécies diferentes.  “A Era do Gelo 4” é formulaica e se salva apenas pelas ótimas gags visuais envolvendo a busca de Scrat pelas suas nozes.

Lembrando grandes momentos do cinema mudo, o esquilinho é uma mistura de Buster Keaton com o Coiote do Papa-Léguas, entregando as mais genuínas risadas provocadas pela produção. Tudo bem, a animação continua tecnologicamente deslumbrante, o design dos navios-icebergs são inventivos e as cenas de ação funcionam. Mas é só com Scrat que encontramos algum fôlego naquilo que deveria ser um filme, mas que virou um produto em série.

Ah, antes da exibição do filme há um curta de “Os Simpsons” que é, sozinho, melhor do que todo “A Era do Gelo 4”.

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