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Caça aos Gângsteres

por

31 de janeiro de 2013

Cinema, Receituário

Gangster Squad

EUA, 2013

  • Dir: Ruben Fleischer
  • Elenco: Josh Brolin, Sean Penn, Ryan Gosling, Emma Stone, Nick Nolte, Anthony Mackie, Robert Patrick, Michael Peña, Giovanni Ribisi

Avaliação: ★★☆☆☆ 

“Caça aos Gângsteres” podia ser uma história em quadrinhos. Escrita pelo roteirista Will Beall do futuro filme da Liga da Justiça, a produção abusa das frases de efeito, heróis superpoderosos e vilões cartunescos. Pena que nada disso tem graça.

Baseado em uma história verdadeira, o filme conta a saga do esquadrão secreto da polícia que foi criado para combater o chefão da Los Angeles dos anos 40, Mickey Cohen (Penn). A cidade do cinema não está lá por caso e o diretor Ruben Fleischer enche a tela de referências que vão de “Chinatown” a “Crepúsculo dos Deuses”. Pois apesar da fonte real, o tom farsesco é apresentado desde o  início, como um homem partido ao meio feito desenho animado ou o herói vivido por Josh Brolin derrotando uma gangue só com as mãos.

Essa mistura de “Os Intocáveis” com “Esquadrão Classe A” e “Máquina Mortífera” pretende ser uma homenagem ao cinema noir investindo pesado em todos os clichês do gênero. O problema é que além de faltar charme à direção, isso torna o roteiro extremamente previsível (você sabe o destino do engraxate assim que coloca os olhos nele), confiando mais no estilo do que no desenvolvimento dos personagens.

E dá dó ver um elenco dos sonhos como esse tão desperdiçado. Não que eles estejam ruins, mas o tom de quase paródia cria personagens arquetípicos que, por isso mesmo, nunca soam reais, impedindo que nos envolvamos e até torçamos por eles. A verdade é que “Caça aos Gângsteres” parece um filme de ação dos anos 80 passado no ano de 1949. São muitas situações exageradas e diálogos implausíveis, que não parecem ditos por pessoas de verdade.

Durante os créditos finais vemos cartões postais estilizados da Los Angeles dos anos 40. As imagens resumem bem o que é o filme: uma tentativa de representação estilosa de um lugar que vive de vender sonhos. Ao se debruçar sobre Hollywood e suas muitas referências, a produção parece se esquecer de que cinema não é só plasticidade. A premissa pode ser interessante, e apesar de um ou outro momento um pouco emocionante (como o momento de revolta do personagem de Gosling) faltam boas cenas de ação, não existe construção da tensão e o humor não funciona. Mas não há dúvidas de que é bonito de se ver. Principalmente quando estamos falamos da Emma Stone em um vestido vermelho.

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