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G.I. Joe: Retaliação

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28 de março de 2013

Cinema, Receituário

G.I. Joe: Retaliation

EUA, 2013

  • Dir: Jon M. Chu
  • Elenco: Channing Tatum, Bruce Willis, Dwayne Johnson, Adrianne Palicki, CJ Cotrona, Ray Stevenson, Joseph Mazzello, Ray Park, Arnold Vosloo, Jonathan Pryce

Avaliação: ★★½☆☆ 

Mais ou menos na metade de “G. I. Joe: Retaliação” acontece a grande cena de ação do filme: Snake Eyes, o ninja calado, sequestra seu arqui-inimigo Storm Shadow enquanto é perseguido por um bando de ninjas dependurado à beira de um precipício. Não por acaso, a sequência é seguida de aplausos dentro do próprio longa. Todo mundo já sabia que não haveria nada melhor depois.

E isso resume bem a produção, que promete mais do que entrega. Consequentemente, quanto menos você esperar, melhor será a experiência. A sequência do filme baseado na popular linha de brinquedos e desenhos animados dos anos 80 é praticamente um reboot dentro da própria série. Saem os personagens de “A Origem de Cobra” e entram novos Joes, agora capitaneados por Dwayne “The Rock” Johnson” (Roadblock) e contando com o auxílio de Bruce Willis (o Joe do título).

Sai também o diretor Stephen Sommers , que dá lugar a Jon M. Chu. O resultado é um filme que se leva muito mais a sério, sem os exageros assumidos e megalomaníacos do anterior. Claro que em um caso desses a grandiosidade e a sutileza passam longe, mas “Retaliação” busca um certo realismo dentro do possível, fazendo dos Joes menos uma equipe especial e mais uma tropa do exército dos Estados Unidos. Chu surpreende nas cenas de ação, usando sua experiência com filmes de dança para dar tempo de tela aos corpos e coreografar com cuidado cada luta, pulo e correria.

A trama que parece saída de algum “Missão: Impossível” é aquele mais do mesmo da equipe injustamente considerada traidora e que precisa provar sua inocência ao mesmo tempo em que salva o mundo (no caso, de uma guerra nuclear arquitetada pelo comandante Cobra em conjunto com Zartan disfarçado como presidente). Mas no fundo não importa: o que vale são os gadgets dignos de brinquedos e muita explosão. Tudo em um 3D bem convertido e que funciona na maioria das vezes.  As piadinhas sem graça, personagens que vão e vem (o mestre ninja que aparece do nada na história) e os furos do roteiro atrapalham, mas “G. I. Joe” consegue, mais uma vez, divertir. É só imaginar que está vivenciando uma de suas brincadeiras da infância. E vendo uma história que só pode ter sido concebida por uma criança de oito anos.

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