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Star Trek: Muito, mas muito além da escuridão

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6 de março de 2013

Cinema, Overdose, Plantão, Ressonância

Um vídeo curto de uma apresentação cheia do bom humor do diretor J. J. Abrams dando as boas-vindas ao público e explicando como serão as três cenas transmitidas na noite.  Assim começou a apresentação exclusiva de 38 minutos do filme “Star Trek: Além da Escuridão”, realizada em um cinema de São Paulo.

Bryan Burk, um dos produtores do filme, estava presente e explicou sobre sua vivência com o universo de “Star Trek” até chegar à produção de  “Além da Escuridão”. Ele comentou sobre a dificuldade em adaptar uma série de que não gostava, não conseguia entender como tinha tantos fãs, sendo que os episódios mal tinham ação. Eram só diálogos e mais diálogos. Foi só quando a Paramount colocou o projeto de “Star Trek” em sua frente que ele entendeu que em um universo não há só guerras, mas também uma jornada de engrandecimento humano.

Burk entendeu a essência de Star Trek e diz que pensou logo em “fazer o melhor Star Trek até hoje, já que estou trabalhando nele”, buscando chegar a um patamar que até hoje nenhuma leitura da série havia conseguido. Assim nasceu o filme de 2009, dirigido por Abrams.

Criar uma continuação acabou sendo algo muito mais difícil pois, segundo o produtor, “Star Trek 2”  tinha que ter mais drama, mais emoção, mais ação, ter mais obstáculos… teria que ser muito maior do que o primeiro, ao mesmo tempo impressionando fãs e conquistando novos públicos.  Pela prévia que o Pílula Pop assistiu, é fácil acreditar que Burk conseguiu de novo.

Imax 3D

A apresentação foi em IMAX, mas o filme estava em 2D. Continua a curiosidade para ver como J. J. Abrams se sairá com o 3D, mas só pela a prévia já deu para perceber que pode ser algo diferente do que estamos acostumados a ver. O próprio Burk afirmou que, após “Avatar”, todos os filmes com tecnologia 3D copiavam a fórmula de James Cameron, e eles não queriam isso, procurando inovar na medida do possível. E mesmo em 2D já conseguimos ver um pouco sobre essa inovação, parece que tudo foi muito bem pensado. Cada movimento dos personagens, cada fundo de cenários, os objetos em segundo e terceiro plano. Tudo faz parte de um todo que se casa muito bem com o decorrer das cenas. O produtor também comentou sobre a possibilidade de uma conversão para 4D (efeito que combina a tecnologia 3D com efeitos de fiscos dentro da sala de cinema, como vento, calor, chuva, frio, etc.), então ainda podemos esperar novidades.

As cenas

A partir daqui tem MUITO SPOILER! Continue por sua conta e risco.

O primeiro vídeo, o mais extenso, continha os primeiros 28 minutos de filme. Nele mostrava uma missão de salvamento de um planeta inteiro em que Kirk (Chris Pine) e Magro (Karl Urban) fugiam de uma civilização primitiva só para servir de isca enquanto Spock (o sensacional Zachary Quinto) instalava bombas termais dentro de um vulcão ativo para resfriá-lo, impedindo que a explosão do vulcão destruísse o planeta inteiro.

É claro que tudo dá errado.  O vulcão afeta a nave de apoio onde a tripulação da Enterprise auxiliava a equipe de campo e Spock fica preso no vulcão prestes a entrar em erupção. Como um bom, teimoso e completamente cético vulcano, Spock decide morrer em missão, entregando sua vida a satisfação (se é que ele tem esse tipo de sentimento) de um dever cumprido.

Para salvar o amigo Kirk quebra o protocolo mais importante, a de confidencialidade da missão e mostra a Enterprise para uma população inteira que nem se quer tinham descoberto a roda (em uma cena fantástica com a Enterprise saindo de dentro do mar), para conseguir salvar Spock colocando ele próximo do raio de teleporte.

Spock é salvo, mas Kirk recebe as consequências pela sua imprudência e é tirado do posto de capitão da Enterprise e rebaixado a imediato (antigo posto de Spock, que é transferido). Sendo substituído por seu mentor, Christopher Pike (Bruce Greenwood).

Tudo parecia resolvido até que um ex-funcionário da Frota Estrelar explodiu um dos QGs, seu nome é John Harrison (repare que seu nome é baseado no inglês inventor do relógio marítimo, será que isso é alguma pista para a trama?). Harrison (Benedict Cumberbatch) estava sendo procurado e uma reunião composta pela alta patente da Frota quando ele ataca a sala com uma nave de fuga de baixa velocidade, mas muito bem armada. Muitos morrem, entre eles o capitão Pike, e antes que a tragédia piorasse, Kirk consegui derrubar o veículo. Durante a queda Harrison encara o ex-capitão da Enterprise. Tudo indica que eles se encontrariam muitas vezes ainda. O vídeo acaba aqui.

Os outros dois, mais curtos (cada um com 5 minutos), mostravam trechos do meio do filme. Um com uma cena trágica da Enterprise, completamente danificada, caindo, sendo puxada pela gravidade da Terra. Aqui, vemos Spock, e não Kirk, como capitão da Enterprise, comandando a equipe com prudência e completamente metódico. Que, aliás, Spock ficou muito bom como líder (desculpem fãs de Kirk, mas o Spock é mais carismático da história mesmo tentando não ser).

A queda da Enterprise é de tirar o fôlego. A oscilação da gravidade faz com que as cenas internas ganhem uma pitada de “A Origem”. E sim, a gigantesca nave cai em solo terrestre trazendo o fim do segundo vídeo.

O terceiro e último vídeo veio para acabar com a respiração de todos na sala. Uma perseguição entre Harrison e Spock, que culmina em um combate corpo a corpo e cima de uma nave de carga. A luta não acaba. As luzes acendem.

Assim terminou a apresentação de “Star Trek: Além da Escuridão”. Um gosto de quero mais e uma sensação de querer ficar na cadeira do cinema para terminar de ver aquela história sendo contada. Sem dizer a dúvida que não sai da cabeça: será que John Harrison é mesmo Khan?

Vamos ter que esperar até o filme estrear. Isso acontece no dia 17 de maio nos EUA e em 14 de junho no Brasil. CHEGA LOGO, JUNHO!

Vida longa e próspera a Star Trek!

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