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HQs da Semana: 3 e 10 de abril

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16 de abril de 2013

Quadrinhos, Receituário

Mas uma vez condensamos duas semanas em uma coluna por falta de destaques positivos ou negativos dos quais falar. Não faltaram lançamentos nos últimos dias, mas tudo ficou na média e os melhores títulos são os de sempre, como “Superior Spider-Man #7” e “Saga #12”.

Vamos aproveitar a ocasião, então, para discutir as revistas de Brian Bendis, principal roteirista da Marvel. Bendis publicou nestas duas semanas quatro edições que deram o que falar, menos pela qualidade do que pelo conteúdo, e que prometem mexer com o status quo de alguns personagens queridos.

Duas delas são as edições #4 e #5 da saga “Age of Ultron”, o crossover Marvel do ano. “AU”, como a saga foi apelidada pela equipe editorial, é uma minissérie estranha. Como o desenhista Brian Hitch trabalha lentamente, as edições estão em produção há tanto tempo que a situação de vários personagens não encaixa bem com a continuidade atual da editora. Além disso, é evidente que, assim como a saga “Age of Apocalypse” (de onde sai o título de “AU”), toda a destruição causada pelo vilão do título será revertida pelos heróis através da viagem no tempo.

Mas ao invés de “Age of Apocalypse”, a principal inspiração de “AU” parece ser o arco “Dias de um Futuro Esquecido”, dos X-Men. Só que, aqui, ao invés de sentinelas temos o robô assassino que odeia os Vingadores, e ao invés de personagens viajando do futuro para o presente para consertar as coisas, temos heróis saindo de um presente apocalíptico para consertar as coisas no passado. E é aí que a saga promete afetar a continuidade atual, já que provavelmente trará retcons (alterações retroativas na continuidade) envolvendo Hank Pym, o criador de Ultron.

“Age of Ultron” não é ruim, graças principalmente à bela e detalhada arte de Hitch. Mas fica uma sensação de que a trama é uma reciclagem de vários conceitos já explorados pela editora, e que só existe para chegar a um status quo mais alinhado com o universo cinematográfico da Marvel.

Do outro lado temos o trabalho de Bendis na franquia X-Men, com “All-New X-Men #10” e “Uncanny X-Men #4”. São edições típicas do autor, com muita falação e pouca ação. Não só as duas revistas são só conversa, como são a mesma conversa: Ciclope e sua equipe vão visitar a escola de Wolverine para tentar recrutar alunos para o seu “lado”. Há diálogos que se repetem nas duas edições, mas Bendis espertamente adiciona um ponto de vista diferente à repetição com uma conversa telepática paralela. O lado positivo das edições é o modo como Bendis resolve algumas aparentes incoerências de edições anteriores demonstrando que o Fera havia distorcido a verdade a fim de convencer os X-Men originais a virem ao presente. O lado negativo é o modo como Bendis cria um suspense a respeito de qual dos cinco X-men do passado irá “trair” os companheiros em “All-New X-Men #10”, só para revelar anticlimaticamente quem é o traidor em “Uncanny X-Men #4”. Apesar dos problemas, o autor vem fazendo com os mutantes um trabalho muito melhor do que fazia com os Vingadores, já que o melodrama é o seu forte e sempre foi uma característica das melhores histórias-X.

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