HQs da Semana: 1º de maio

Após um breve hiato para tratar da saúde, voltamos com a nossa olhadela semanal no mundo dos quadrinhos – e quem sabe conseguimos mantê-la semanal de novo? Não que as grandes editoras estejam muito dispostas a ajudar, já que não há nenhuma novidade digna de nota, e os destaques são os mesmos de sempre…

O título mais discutido da semana foi o sempre polêmico “novo” Homem-Aranha. Na edição “Superior Spider-Man #9”, o roteirista Dan Slott demonstrou que sabe brincar com a expectativa dos leitores e adora enfurecer os fãs mais “xiitas”. Quem esperava que o retorno de Peter Parker fosse iminente ficou bastante surpreso com o desfecho da edição, enquanto que aqueles que reclamavam do papel de “Grilo Falante” de Peter no título (preferindo mais destaque para o desempenho do Dr. Octopus no comando do corpo do herói) não têm do que reclamar. “Superior Spider-Man” podia até parecer só uma reciclagem de um clichê esdrúxulo do gênero, mas a cada edição vai um pouco mais além do que todas as outras estórias desse tipo ousavam.

Já o crossover da vez decepciona em “Age of Ultron #7” ao seguir à risca a fórmula ditada pela antiga saga “Era do Apocalipse”, de onde copia até o nome. A premissa é a mesma: como seria o mundo se um certo herói tivesse morrido antes do tempo? O roteirista Brian Bendis fez um cuidadoso planejamento da continuidade alternativa da série, evidente em um documento que anda circulando nos sites de notícias e fóruns de discussão da Marvel, mas que não aparece na revista em si. Aqui temos apenas a breve apresentação de uma equipe de Vingadores (na verdade, Defensores) formada por personagens que parecem bolados às pressas – de repente, o Capitão América mais parece o Nick Fury, a Vespa virou a Capitã Marvel e o Ciclope é o Cable, só para citar alguns. Fica difícil saber se a série vai ficar só nos clichês de estórias de viagem no tempo, ou se a edição é só um sintoma do estilo narrativo “descomprimido” de Bendis, já que a coisa parece ficar mais interessante na última página, com a aparição do único personagem que parece ter sido afetado de modo original pela nova continuidade.

Já no campo da DC Comics, o destaque da vez é “Animal Man #20”. Apesar de ser uma daquelas edições “fill-in” que servem para dar um descanso ao artista principal da série, ao deixar de lado o drama familiar do Homem Animal e se concentrar mais uma vez em sua carreira de ator, a revista ainda consegue surpreender com um final curioso, que aponta novas e interessantes direções para a história de Buddy Baker, demonstrando que a sua vida profissional não vai ficar em segundo plano por muito mais tempo.

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