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Rio 2

por

26 de março de 2014

Cinema, Receituário

Rio 2

EUA, 2014

  • Dir: Carlos Saldanha
  • Elenco: Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, Leslie Mann, Rodrigo Santoro, Jamie Foxx, Kristin Chenoweth, Jemaine Clement, Amandla Stenberg, John Leguizamo, Jake T. Austin, Andy Garcia, Will i Am, Rita Moreno, Pierce Gagnon, Bruno Mars

Avaliação: ★★☆☆☆ 

O rio do título deve ser o Amazonas (ou como são 2, o Negro e o Solimões). Na continuação do simpático sucesso que apresentava a história de amor entre duas araras azuis, o Rio de Janeiro está só no prólogo, e a aventura agora amplia seus temas discutindo responsabilidade familiar, desmatamento e vingança. Pena que o filme não tenha fôlego para alçar o voo tão alto que pretendia.

“Rio 2” abandona a cidade maravilhosa para explorar um pouco mais do Brasil da Copa do Mundo: Ouro Preto, Salvador, Brasília são cidades que aparecem rapidinho no estilo cartão-postal para chamar atenção para as diferentes riquezas do país. Blu, Jade e seus três filhos partem para a Amazônia onde encontram a antiga família da arara, e precisam lidar tanto com a adaptação à realidade selvagem quanto com os madeireiros que estão destruindo o lugar. Além do retorno de Nigel, o vilão cacatoa em busca de vingança, agora acompanhado por uma rã e um tamanduá.

Tão perdidos quanto o roteiro.
Tão perdidos quanto o roteiro.

É coisa demais acontecendo e o roteiro não dá conta de todas elas. As várias tramas não apenas têm dificuldade de fluir entre si quanto atrapalham umas às outras. A graça deveria vir da clássica situação do peixe fora d’água, no caso a arara Blu que é urbano, vivendo na selva. Mas não para por aí, e ele precisa também conseguir o respeito do sogro, em uma espécie de dinâmica Ben Stiller versus Robert De Niro em “Entrando numa Fria”. Só que ainda há os coadjuvantes Nico e Pedro em busca de um novo talento na Amazônia, uma disputa de araras azuis com araras vermelhas, Tulio e Linda em perigo na floresta, um madeireiro malvado e, claro, a vingança de Nigel. Ufa! O exagero de temas faz com que nos importemos muito pouco com todos eles, e as suas resoluções acabam por decepcionar.

Mas a animação continua espetacular, há bons momentos de humor e muita ação. Blu como pai (especialmente de uma adolescente) é o tipo de diversão que poderia ser melhor aproveitada, mas é abandonada para dar espaço a todas as subtramas da história. A insegurança em investir num único tema é tanta que não há tempo para nos apegarmos a nada e “Rio 2” parece assumir de vez o jeitão de comercial turístico: visual espetacular e só. Uma pena – e não me refiro àquela das araras.

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