
Como diretor, em “Boa
noite
e boa sorte”...
1- Clooney, o charme: George Timothy Clooney, nascido aos 6 de maio de 1961 no Kentucky, chegou a Los Angeles em 1982, com US$ 300 no bolso, para tentar a sorte como ator. Ele conhecia um pouco de sets e gravações, já que seu pai, Nick, era um âncora local e George passou a infância em estúdios de TV. Apesar dos vários seriados, como a primeira tentativa de ER, de 1984, o sucesso só veio com o charmoso Dr. Doug Ross, da bem sucedida versão dos anos 90. Foi com seu humor sarcástico e o olhar garanhão, que ele conseguiu papéis ao lado de Michelle Pfeiffer (Um dia especial),
Nicole Kidman (O pacificador) e
Jennifer Lopez (Irresistível paixão), realizando a difícil transição da TV para o cinema.
2- Clooney, a piada: Esse último marcou o início da parceria com o diretor Steven Soderbergh, com quem fundou a produtora Section Eight. Além dele, formou uma rede de amigos - materializada na trupe de “Onze homens e um segredo” e
sua seqüência – com os quais Clooney adora aprontar.
Brad Pitt é uma das vítimas favoritas do ex-ER - o Mr. Smith tirou o primeiro grande papel de Clooney no cinema, ao ganhar a vaga do caroneiro de “Thelma e Louise”. “I’m proud to be gay” foi um dos adesivos já colados no carro de Pitt. E durante a divulgação de “Doze homens...”, Clooney espalhava que o ator estaria chateado por ter perdido para
Jude Law o título de homem mais sexy do mundo. Outra: depois de ter gasto 600 dólares de
Matt Damon no jogo em Las Vegas, George mandou um cheque para o colega, na manhã seguinte, com o mesmo valor, pagando uma
lap dance (uma espécie de strip tease). Convenhamos: é preciso bom humor para superar os mamilos de “Batman e Robin” no currículo.
3- Clooney, a política: Além de arrecadar milhões de dólares para as famílias dos mortos no 11 de setembro e para as vítimas do Tsunami na Ásia, Clooney abraça seus melhores projetos quando eles têm algo de político. Sua estréia na direção, “Confissões de uma mente perigosa”, era a controversa história de um apresentador de TV que afirmava prestar serviços para a CIA. O conhecimento dos bastidores da televisão e o engajamento o levaram ao longa seguinte como diretor,
“Boa noite e boa sorte” , melhor roteiro do Festival de Veneza. Nas gravações de
“Syriana” , outra obra política, Clooney bateu a cabeça, ficando desacordado por horas, seguido de perda de memória recente e vazamento de líquido de sua espinha dorsal, tendo que se submeter a uma cirurgia. Ele reencontra Soderbergh em “O segredo de Berlim”; a política, em “Michael Clayton”; e a diversão com sua trupe favorita em
“Treze homens em um novo segredo”.

...e fingindo que não é com ele, como ator em “Syriana”