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Barão Vermelho

por Rodrigo Ortega

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Barão antigo: braços
cruzados e poses descolê
Apesar de a cena do encontro entre Cazuza e o Barão Vermelho no filme “Cazuza - O tempo não pára” ser bastante inverossímil (“parece Malhação”, segundo Lobão), eles juram que foi mesmo um encontro mágico. O relato de Cazuza registrado no site oficial do cantor comprova a empatia imediata: “Dei de cara com quatro garotos fazendo um som que era um esporro: Roberto Frejat (guitarra), Maurício Barros (teclados), Dé (baixo) e Guto Goffi (bateria). O Dé tinha 16 anos e os mais velhos eram o Frejat e o Guto, que tinham 18”.

Ele mostrou suas letras para a banda, um incentivo para abandonarem os covers (prática que retomariam em 1996, no disco Álbum). A banda foi contratada pela Som Livre, dirigida pelo pai de Cazuza, João Araújo. As principais composições dos dois primeiros discos se destacaram primeiro na voz de outros intérpretes (“Todo amor que houver nessa vida”, por Caetano Veloso e “Pro dia nascer feliz”, por Ney Matogrosso).

O estouro aconteceu com “Bete Balanço”, da trilha do filme homônimo de Lael Rodrigues. A música entrou no disco Maior Abandonado. A faixa-título assegurou o sucesso do Barão Vermelho. Em janeiro de 1985 eles fizeram uma apresentação antológica no Rock In Rio, seguida por brigas e separação: de um lado Cazuza e do outro o Barão, com Roberto Frejat nos vocais e o reforço posterior do guitarrista Fernando Magalhães, do baixista Rodrigo Santos e do percussionista Peninha (conhecido também pela ainda mais antológica queda de dentadura no Rockgol da MTV).

A carreira solo de Cazuza foi bem-sucedida, com parcerias com Arnaldo Brandão (“O tempo não para”), Leoni (“Exagerado”), George Israel (“Brasil”) e o eterno produtor do Barão, Ezequiel Neves (“Codinome Beija Flor”), até a morte do cantor em 1990, em decorrência de aids. O Barão teve que enfrentar muita desconfiança. “Fomos jogados às baratas, só porque saiu o vocalista e letrista”, desabafou Guto Goffi.

O sucesso da banda sem Cazuza só foi garantido com “Pense e Dance”, do disco Carnaval. Vários hits se seguiram (“O poeta está vivo”, “Flores do Mal”, “Meus bons amigos”), mas o ritmo foi menor: em 16 anos, a banda lançou apenas cinco discos de inéditas. O mais elogiado pela crítica é Na Calada da Noite. Um dos maiores hits foi “Por Você”, do disco Êxtase, que flertou com a música eletrônica. Em 2005 o Barão recordou todos os sucessos no MTV Ao Vivo no Circo Voador, com direito a dueto eletrônico de Frejat e Cazuza, em “Codinome Beija-Flor”.

Novo Barão: braços cruzados e poses descolê
Discografia:
  • MTV Ao Vivo – 2005
  • Barão Vermelho – 2004
  • Balada MTV – 1999
  • Puro Êxtase – 1998
  • Álbum – 1996
  • Carne Crua – 1994
  • Supermercados da Vida – 1992
  • Na Calada Da Noite – 1990
  • Barão Ao Vivo – 1989
  • Carnaval - 1988
  • Rock´n´Geral - 1987
  • Declare Guerra - 1986
  • Maior Abandonado – 1984
  • Barão Vermelho 2 – 1983

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