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Jake Gyllenhaal

por Daniel Oliveira

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Jake democrático: Para os gyllenhaalics...
Primeiro, é Jacob Benjamin. E é pronunciado Jillenrrol. Gyllen é dourado em sueco e era um prefixo comum nos nomes dos cavaleiros que recebiam títulos de nobreza no século XVII – no caso de Jake, o antepassado Nils Gunneson Haal.

Segundo, ele não é muito disciplinado. Sam Mendes, que o dirigiu em “Soldado anônimo”, disse que Jake era o ator menos técnico com quem tinha trabalhado. Ele não seguia as marcações, mas era intenso “ao ponto de ser um pé no saco”. E, apesar de ser filho de Stephen Gyllenhaal, diretor, e Naomi Foner, roteirista e produtora – ambos intelectuais de esquerda – Jake não durou mais que dois anos na Columbia University.

Terceiro, nem por isso, ele não é politizado. Gyllenhaal é amigo da ex-primeira filha Chelsea Clinton, da psicóloga e atriz Natalie Portman, e de Bryce Dallas Howard – galerinha politicamente ativa de Hollywood. Ok, ele também é amigo de Peter Sarsgaard, namorado da irmã Maggie Gyllenhaal, e de Adam Levine, vocalista do Maroon 5 – que não são lá tão politizados.

Quarto, Jake deve muito aos independentes. Se hoje ele trabalha com caras como David Fincher, foram dois indies que colocaram seu nome no mapa. “Donnie Darko”, de 2001, tornou-se um cult contemporâneo e “Por um sentido na vida”, de 2002, deixou todo mundo pensando: “ele é o Holden de O apanhador no campo de centeio!”.

Quinto, super-heróis não gostam muito dele. Jake fez testes para “Batman begins” e foi cogitado para substituir Tobey Maguire, com problemas nas costas antes das filmagens de “Homem Aranha 2”. Até Christian, o herói que cantava e dançava em “Moulin Rouge”, o ator tentou. Nenhum deu certo.

Sexto, ele deve agradecer a esses infortúnios. Não tivessem acontecido, Jake não teria caído nas graças de Ang Lee e interpretado o Jack de “O segredo de Brokeback mountain”. Fenômeno pop, o filme rubricou seu talento e lhe rendeu um Bafta e várias indicações a melhor coadjuvante, inclusive ao Oscar.

Sétimo, Gyllenhaal começou como um bom filho. Ele já foi rebento de Robin Williams e Billy Cristal. E seu primeiro grande papel foi como filho de Chris Cooper, em “O céu de outubro”. Dustin Hoffman e Anthony Hopkins, que também lhe serviram de figuras paternas em película, incentivaram sua incursão pelo teatro. Por seu trabalho na peça londrina “This is our youth”, como um jovem rico e rebelde, ao lado de Hayden Christensen e Anna Paquin, Jake recebeu um Evening Standard Theater Award, como melhor novato.

Oitavo, sabendo isso e que ele nasceu em 19 de dezembro de 1980, em Los Angeles, você já pode se considerar um(a) gyllenhaalic.

...e para as gyllenhaalics.
Filmografia
  • Source Code (2011), em pré-produção
  • Love and other drugs (2010), em pós-produção
  • Nailed (2010), em pós-produção
  • Príncipe da Pérsia - As areias do tempo (2010)
  • Entre irmãos (2009)
  • O suspeito (2007)
  • Zodíaco (2007)
  • Soldado anônimo (2005)
  • A prova (2005)
  • O segredo de Brokeback mountain (2005)
  • The Man Who Walked Between the Towers (2005), narrador
  • O dia depois de amanhã (2004)
  • Vida que segue (2002)
  • Fuga desenfreada (2002)
  • Por um sentido na vida (2002)
  • Lovely & Amazing (2001)
  • Jimmy Bolha (2001)
  • Donnie Darko (2001)
  • O céu de outubro (1999)
  • Três sócios duvidosos (1998)
  • Josh e S.A.M. – Uma aventura sem limites (1993)
  • Uma mulher perigosa (1993)
  • Amigos, sempre amigos (1991)

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