Busca

»»

Cadastro



»» enviar

Jamie Cullum

por Cinara Diniz

receite essa matéria para um amigo


“Arruma a gola, Jamie!”
Não é só de jazz e pop que se faz um Jamie Cullum. O cara confessa adorar hip hop e escutar muito batidão eletrônico. Mas foi o ritmo de improvisos americanos que o fez estourar em paradas - seja na Antena 1 ou em rádios jovens - , ser também indicado para o Grammy e ganhar fãs em todo o mundo. Saca a agenda do moçoilo: ele começa setembro aqui no Brasil e passa outubro inteiro nos Estados Unidos. Daí, dá-lhe tour pela Europa até final de novembro. Todos querem Cullum! Praticamente um Sinatra de jeans.

Craro, Cróvis, nada vem fácil. Antes de se tornar o que ele é, isto é, famoso, ele tocou em bares, festas de casamento e em cruzeiros em alto mar. Pasmem! Ele chegou a tocar em uma banda cover de AC/DC, mas não pensava em se tornar músico de verdade. O britânico Cullum estudou inglês na faculdade, desenhava e pintava. Mas agora os tempos são outros. Muitas entrevistas, muita mídia, muita exposição. Ele afirma não se importar. Afinal, ele tem feito o que ele gosta, certo?

Jamie Cullum tem cara de bebê, mas só cara. Ele possui uma presença de palco e tanto. Pensa bem, ele aprendeu a tocar piano de ouvido, compõe suas músicas, escreve as letras e ainda canta. Tudo sempre com humor, leveza e transparência. É, porque mesmo quando faz versões (seu segundo disco, Twentysomething, é recheado delas) ele apimenta as canções ao seu jeito. Um pouco como faz seu xará, o também britânico Jamie Oliver, o chef.

Catching Tales, o terceiro álbum, é um barato: acessível, divertido, bonito. Assim como o autor. Jamie Cullum é tão peça-rara que por vezes ele fala besteiras em entrevistas só para ver se elas serão publicadas. Uma vez ele disse que o assédio era tamanho, que precisava andar por aí com uma máscara de Darth Vader! Foi publicado! E mais: ele compra tablóides de fofocas como essa pra saber quem tem saído com quem! Ah, falando em fofoca, garotas, ele já tem dono e ela é brasileira. “London Skies”, do CD Catching Tales, foi escrita para ela. Romântico ele, como Don Juan.

Sem comparações. No final das contas, Jamie Cullum pode ser um pedaço de tudo e todos e não há qualquer problema nisso. Ele gosta de misturas e acredita nelas. Melhor para nós. O mundo não é mesmo preto e branco. É um cinza meio assim... como os céus de Londres.

Na maioria das vezes ele está ao piano, noutras ele está no piano
Discografia
  • Catching Tales - 2005
  • Twentysomething - 2004
  • Pointless Nostalgic - 2002

» leia/escreva comentários (8)