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M. Night Shyamalan

por Marcela Gonzáles

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Shyamalan atrás das câmeras
em “A Dama na Água”...
Indiano naturalizado nos EUA, mais especificamente em Penn Valley, na Filadélfia, Pennsylvania, Manoj Nelliyattu Shyamalan tinha mesmo que arrumar um nome artístico mais fácil, provavelmente já prevendo o sucesso. M. Night Shyamalan – o Night é um apelido da época da faculdade – ficou conhecido como o diretor dos finais surpreendentes, com o estrondoso “O Sexto Sentido”, em 1999. Após ele, vieram outros três com a mesma estética – o sobrenatural, o suspense e os roteiros com reviravoltas finais.

Fã incondicional de Spielberg, Shyamalan ganhou a primeira câmera aos oito anos. Era uma Super 8. A partir daí, fez filmes caseiros e modelou sua carreira inspirado no diretor de “E.T – O Extraterrestre” e “Indiana Jones”. Com 17 anos, já tinha feito 45 pérolas caseiras. Formou-se na Universidade de Nova York e ainda hoje mora na Pennsylvania. É um fã assumido de histórias em quadrinhos, daí seu roteiro de “Corpo Fechado” ter se baseado nos super-heróis e mostrado um pouco do universo das HQ’s.

Tornou-se um dos roteiristas mais bem-pagos de Hollywood, quando a Disney desembolsou 5 milhões de dólares pelo script de “Sinais”. Só que, à medida que o sucesso chegava, as críticas pela mesma fórmula de seus filmes e pelos vários aspectos semelhantes entre eles também aumentavam. O uso freqüente de água como fraqueza de alguns personagens é um exemplo. Cenas em porões também são marcas registradas do diretor, além das óbvias: os finais-surpresa, o sobrenatural e o suspense.

Muitos críticos ainda reclamam de uma suposta “pretensão”, já que ele auto-intitula seus filmes “M. Night Shyamalan’s”, algo a que só cineastas bastante renomados se atrevem. Mesmo assim, o diretor e roteirista já arrecadou mais de 1,3 bilhões de dólares com “Corpo Fechado”, “Sinais” e “O Sexto Sentido”. Este último conseguiu várias indicações, incluindo seis Oscar, e vários prêmios, como o MTV Movie Awards de Revelação Masculina para o pequeno prodígio Haley Joel Osment. Também foi considerado o segundo fenômeno do cinema em 1999, perdendo apenas para “Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma”, que marcava a volta da saga de George Lucas.

Pretensão ou não, o próprio Shyamalan já disse que, com exceção da Pixar, fez “os quatro mais originais filmes de sucesso de todos os tempos”. Com a estréia de “A Dama na Água”, é esperar pra conferir se o que existe ali é pretensão demais e cinema de menos. Ou não.

...e na frente delas, em “Sinais”
Filmografia

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