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Hot Hot Heat

por Braulio Lorentz

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Metade da banda
Os indie rockers canadenses provam, desde 99, que a terra de Bryan Adams, Celine Dion, Nickelback e Rush também tem música boa. Banda que nasceu no Canadá por acaso, a primeira formação do Hot Hot Heat tinha os membros atuais Paul Hawley (bateria) e Dustin Hawthorne (baixista). Em 2001, ano de lançamento do primeiro disco, Scenes One Through Thirteen, entraram para a banda Dante DeCaro (guitarrista) e Steve Bays (vocalista e tecladista). Quatro anos depois, Dante passou a integrar o Wolf Parade, dando lugar ao guitarrista Luke Paquin. É essa a formação do Hot Hot Heat que toca no Nokia Trends, em São Paulo, no dia 25 de novembro.

Esta banda quente quente surgiu em Victoria, cidade da única província canadense banhada pelo Oceano Pacífico, a Columbia Britânica. Britânico também é o som do Hot Hot Heat. Não à toa, o mesmo dedo que é apontado para Franz Ferdinand e Arctic Monkeys também está na direção do grupo.

O quarteto começou a pisar em palcos maiores e fazer o povo dançar de forma mais massiva com o CD Make Up the Breakdown, de 2002. Prima pop pobre do The Rapture, pobre por não ter um “House of the Jealous Lovers” nas mangas, o Hot Hot Heat é blindado por uma grande quantidade de semi-hits-indies.

Do disco de 2002, lançado pela Sub Pop e produzido por Jack Andino (Nirvana e Titãs), “Talk to Me, Dance with Me”, “Bandages” e “No, Not Now” já fizeram a festa em muitas festas. O público de boates e bares que tocam indie rock e adjacências já teve que inventar muitas dancinhas estranhas para tentar acompanhar as faixas dessa bolacha. Falo por experiência própria.

A confirmação da primeira apresentação do Hot Hot Heat no Brasil foi a senha para muitos prepararem seus pares de allstar e tentarem relembrar o repertório das tais dancinhas. O line-up-indie do festival, completado por We are Scientists e The Bravery, gastará a sola de allstar e a grana dessa moçada. A vinda da banda ainda faz parte da divulgação do terceiro disco, de 2005. Elevator é menos festejado e empolgante do que o segundo álbum, mas emplacou – com toda a relatividade do termo – “Goodnight Goodnight”, “Jingle Jangle” e “Middle of Knowhere”.

Hot Hot Heat (da esq.): Steve Bays, Luke Paquin, Paul Hawley e Dustin Hawthorne
Discografia
  • Elevator (2005)
  • Make Up the Breakdown (2002)
  • Scenes One Through Thirteen (2001)

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