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Smashing Pumpkins

por Isabel Furtado

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A gente era feliz...
Em uma das minhas infinitas tardes de pré-adolescência em frente à TV, enquanto alternava entre uma partida de Mario Kart e a Sessão da Tarde, resolvi checar a MTV, que na época servia para ouvir música. Estava tocando um rockinho tão sensacional que nem mesmo as incursões de guitarra no refrão foram suficientes para assustar uma garota de 12 anos. Imediatamente peguei papel e lápis para anotar: “Today”, do Smashing Pumpkins.

O ano era 1993 e a banda estourava nas paradas com seu segundo disco, Siamese Dream. Originária de Chicago, tinha como integrantes Billy Corgan (vocais/guitarra), James Iha (guitarra), D'arcy Wretzky (baixo), e Jimmy Chamberlin (bateria). O grupo, nesse ponto passava de queridinhos alternativos (status alcançado com o primeiro disco, Gish) para estouro mainstream.

Depois de montarem uma coletânea de raridades e lados-B intitulada Pisces Iscariot, lançaram o disco que foi a obra prima dos SP. Billy Corgan pirou nas composições e criou quase sozinho o duplo Mellon Collie and the Infinite Sadness, álbum recheado de baladas, músicas melancólicas (como o nome já indica) e rocks poderosos.

O disco e a turnê obtiveram sucesso estrondoso. Infelizmente, na intimidade muitos problemas aconteciam, e o pior era o vício em heroína de Chamberlin. Ele acabou sendo demitido da banda depois de uma overdose trágica. Esse era o início da ladeira abaixo para os Smashing Pumpkins.

O último disco do quarteto na sua formação original foi Adore, de 1998. A banda seguiu um caminho bem diferente, deixando um pouco de lado as guitarras e experimentando no território eletrônico. Em setembro do mesmo ano, D'arcy deixou a banda e a ex-baixista do Hole, Melissa Auf der Maur, tomou seu posto.

Em 2000, lançaram Machina um disco que foi um fiasco de vendas, mas em que o grupo retornou às suas raízes rock. Poucos meses depois a banda anunciou seu fim.

Em 2005, Billy Corgan começou a divulgar uma possível reunião do Smashing Pumpkins. Apenas Chamberlin se dispôs a participar. Na verdade não se sabe nem mesmo se Corgan chegou a convocar os outros dois integrantes originais. Depois de mais de um ano de enrolação, os Pumpkins têm shows confirmados a partir de maio. Dizem também que em julho vão lançar um disco chamado Zeitgeist.

Eu, que sou fã, adoraria ouvir novas composições, mas ao mesmo tempo receio o resultado dessas reuniões. Elas costumam destruir a reputação de boas bandas. Prefiro lembrar os SP durante os 90, uma banda cheia de energia, com um pé no experimentalismo e sem toda a carga que a idade e a trajetória de carreira costumam trazer.

... e não sabia.
Discografia:
  • MACHINA/The Machines of God (2000)
  • Adore (1998)
  • Mellon Collie and the Infinite Sadness (1995)
  • Pisces Iscariot (1994)
  • Siamese Dream (1993)
  • Gish (1991)

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