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The Police

por Tahiana Máximo

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Baby, vamos dar um tempo...
Guardadas as devidas proporções, os relacionamentos no mundo da música podem ser comparados aos casos amorosos em geral. Calma, não estamos nos referindo a fofocas de casais famosos, mas relações que se desenvolvem entre os músicos de uma banda. Eles se encontram, se encantam uns com os outros, se desencantam, brigam, sentem ciúmes, se separam.

Vamos passar o raio-x no The Police e checar se minha teoria faz algum sentido. Como incontáveis histórias de amor, a do The Police começou na cena noturna de uma grande cidade. O flerte entre os integrantes da banda aconteceu num pub londrino. Stewart Copeland, baterista da banda Curved Air, assistiu a um show do Last Exit e ficou impressionado com seu baixista, um tal de Gordon Sumner, que ficou conhecido mais tarde como Sting.

Depois que as duas bandas se dissolveram, os novos amigos convidaram o guitarrista Henry Padovani para uma experiência musical que envolvia reggae, rock progressivo e new wave. Estava formado o The Police. Não demorou para os três saírem em turnê tocando como banda de apoio do vocalista Cherry Vanilla, que abria os shows de Johnny Thunders.

Depois do lançamento do EP Fall Out, veio a fama e uma segunda guitarra: Andy Summers. Após um tempo como quarteto, Padovani pediu o divórcio e Summers ajudou o The Police a curar a dor de cotovelo se tornando o guitarrista principal.

Então, veio a prole: o álbum Outlandos D´Amour nasceu em 1978 e fez um sucesso bom transformando a música “Roxane” em hit. Regatta de Blanc (1979) firmou o status de estrela da banda na Inglaterra e na Europa. Um ano depois, Zenyatta Mondatta levou os meninos e sua fama aos Estados Unidos e lá foram eles fazer mais sucessos em paradas do mundo todo, emplacando músicas como “Don’t stand so close to me” e “De Do Do Do, De Da Da Da”. Como a maturidade ajuda na criação dos filhos, o caçula Synchronicity (1983), com a clássica “Every Breath You Take”, fez um sucesso estrondoso e, até hoje, é considerado por muitos fãs como o melhor álbum do grupo

Mas nem os relacionamentos mais sólidos sobrevivem às intensas tensões pessoais e criativas e aos duros duelos de egos travados a partir da palavra “celebridade”. Num triste dia chuvoso de 84, a banda decidiu se separar por um tempo... E nunca mais voltou. Ao longo dos anos, houve algumas recaídas e os meninos tocaram juntos esporadicamente, nada muito sério.

Em 2007, mais de duas décadas após a separação, Sting, Summers e Copeland juntaram os trapos e instrumentos novamente e resolveram oficialmente sair em turnê. Stewart Copeland disse recentemente à Reuters que estar de volta ao The Police "é um leito de rosas, sim, mas com tudo o que isso implica, incluindo os espinhos." É Copeland, quem mandou você aparecer naquele pub em 1977...

... na hora certa a gente volta.
Discografia:
  • Synchronicity (1983)
  • Ghost in the Machine (1981)
  • Zenyatta Mondatta (1980)
  • Reggatta de Blanc (1979)
  • Outlandos d'Amour (1978)

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