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Wagner Moura

por Daniel Oliveira

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Wagner mocinho
Uma vez, eu disse que Lázaro Ramos é do tamanho da tela do cinema. Já seu amigo Wagner Moura tem uma flexibilidade que se adapta a cada veículo. Adolescente tímido e deslocado, ele se descobriu no teatro; sem preparação técnica ou conhecimento do meio, estourou no cinema nos anos 00; sem cara de galã, ele tem roubado a cena em seus trabalhos na TV.

Wagner Maniçoba de Moura nasceu em Salvador em 27 de junho de 1976. Sem se adaptar aos colegas da escola particular, ele encontrou sua trupe no palco e se tornou um dos fundadores da Companhia de teatro da Bahia. Com 16 anos, assistiu a uma peça do Bando do Olodum e, fascinado por um dos atores, ele foi até o camarim e disse: “Eu quero ser seu amigo”. Esse ator era Lázaro Ramos.

Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, cogitou seguir a carreira nos tempos de vacas magras no teatro. Ele até apresentou uma espécie de Amaury Júnior baiano, chamado “Michelle Marie”. Em 2000, estrelou a peça “A máquina”, de Adriana Falcão. Foi para Recife e morou com o diretor e o elenco durante a montagem do espetáculo, que marcou o início da ascensão (ainda ininterrupta) de sua carreira.

No cinema, começou no curta “Rádio gogó” e esteve no sofrível “Sabor da paixão”, com Penélope Cruz. Apesar de ter atuado em “Abril despedaçado”, e ganhado o prêmio de melhor ator no Festival de cinema do Ceará pelo ignorado “As três Marias”, o destaque veio como o pícaro Taoca, de “Deus é brasileiro”. Cacá Diegues, diretor do sucesso de bilheteria, batizou o estilo energético e pouco metódico da atuação de Moura de Axé acting.

O rosto carismático do ator se impôs em 2003, com a participação massiva no cinema nacional, nos longas “Carandiru”, “O homem do ano” e “O caminho das nuvens”. Só que até aí, Wagner era conhecido do público das salas de cinema e, mais especificamente, das salas do cinema brasileiro – o que, convenhamos, não é muita gente. Chega a televisão. Mas mesmo sendo o grande destaque do humorístico “Sexo frágil”, ele só conquistou os telespectadores como o jovem JK da minissérie homônima.

Para Wagner, “fazer televisão é brincar”, “teatro me deixa inteligente” e “cinema mudou minha vida”. Alternando-se entre os três, o ator prepara mais uma invasão...no cinema. Estrela “Saneamento básico” (seu nono filme ao lado de Lázaro) e, ainda em 2007, atua em “Romance” de Guel Arraes e “Tropa de elite” de José Padilha (Ônibus 174). Nesse último, encontrou um instrutor de jiu-jitsu e tem praticado o esporte junto com o ator Caio Junqueira. Ator, colunista social televisivo ou lutador. Pode escolher: Wagner Moura tem.

Wagner bandido
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