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Marilyn Manson

por Tahiana Máximo

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Marilyn Manson (mas isso não era uma banda?)
Por que unir um ícone sexual dos anos 50 ao líder de uma seita estranha que comandou uma chacina na década seguinte? Considerar que quem conseguiu essa façanha foi o cantor Marilyn Manson talvez torne tudo mais compreensível, mas não menos bizarro. No final dos anos 80, Brian Hugh Warner achou que daria certo juntar Marilyn Monroe e Charles Manson no mesmo nome artístico, colocar lentes de contato excêntricas, maquiar o rosto e sair por aí dizendo ser o anti-Cristo. Como a América adora freak shows, a empreitada realmente funcionou e tornou o menino criado numa família extremamente religiosa num astro (ou anti-astro?) da música.

Em 89, na Flórida, Marilyn convenceu outros quatro amigos de que seria super legal se todos juntassem nomes de divas pop a nomes de serial killers e formassem uma banda. Com Manson nos vocais, Daisy Berkowitz na guitarra, Gidget Gein no baixo, Madonna Wayne Gacy no teclado e Sara Lee Lucas na bateria, estava formada a Marilyn Manson And The Spooky Kids. Em 92, o “Spooky Kids” sumiu e a banda passou a se chamar somente Marilyn Manson. Enquanto ajudava os espectadores dos shows a liberarem sua raiva com músicas de batidas pesadas e gritos guturais, a banda foi se tornando famosa no cenário alternativo-sombrio da ensolarada Flórida.

A fada-madrinha dos meninos veio vestida de preto e atendendo pelo nome de Trent Reznor, vocalista do Nine Inch Nails. Em 93, Reznor ofereceu ao Marilyn Manson um contrato com sua gravadora, Nothing, e os shows de abertura de sua banda no ano seguinte. 1994, aliás, foi um bom ano para a banda: após substituir Gidget Gein por Twiggy Ramirez, ela lançou Portrait Of An American Family. O primeiro álbum fez um sucesso suficiente para colocar o Marilyn Manson no radar. Além disso, Mr. Manson foi nomeado Reverendo pelo fundador da Igreja de Satã, Anton LaVey - nada mais importante para um anti-Cristo.

Em 95, após algumas substituições na banda (Ginger Fish se tornou o bateirista e Zim Zum assumiu a guitarra), foi lançado Smells Like Children, um álbum também de sucesso moderado, mas trazendo uma versão heavy-metal de “Sweet Dreams” que se tornou um hit, principalmente pelo videoclipe bem trabalhado. A fama definitiva e o topo da Billboard foram alcançados com Antichrist Superstar e a música “The Beautiful People”. Os próximos álbuns da banda ajudaram a manter o status conquistado, mas foram as atitudes bizarro-satânico-excêntricas de Manson que mantiveram o nome de uma sex symbol cruzado com o de um serial killer na boca do povo.

Em 2007, o anti-Cristo está de volta. Eat Me, Drink Me foi lançado em junho e vai trazer Mr. Manson e seus amigos para um show no Brasil, em setembro. É uma pena que o Papa já tenha ido embora. Teria sido um encontro interessante...

Marilyn Manson (mas esse não era um cantor?)
Discografia:
  • Eat Me, Drink Me (2007)
  • The Golden Age of Grotesque (2003)
  • Holy Wood (In the Shadows of the Valley of Death) (2000)
  • Mechanical Animals (1998)
  • Antichrist Superstar (1996)
  • Smells Like Children (1995)
  • Portrait of an American Family (1994)

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