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Sandy e Junior

por Tahiana Máximo

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Pequena Miss Sunshine e um guaxinim
Em 1989, Lima Duarte, que (não me perguntem por que) apresentava o programa Som Brasil, perguntou a Chitãozinho se alguém mais na família cantava. Pra quem pensava que o segunda voz não faz muita diferença, veja bem a diferença que Chitãozinho fez: ele disse que os sobrinhos cantavam e no programa seguinte Sandy e Jr. já estavam apresentando o mega hit infantil “Maria Chiquinha”. Mal desceram do palco e já assinaram um contrato de três discos com a Polygram. Começou tudo aí. Descrever a longa jornada, que nasceu no seio da música sertaneja, cresceu embalada pela Globo, foi apadrinhada pela Xuxa e chegou ao fim ovacionada por milhares de fãs não é fácil. Foquemos, então, nos momentos mais significativos. Sem esquecer, claro, uns momentos polêmicos porque não estamos aqui para fazer a carreira de ninguém – principalmente, quando ela já está no fim!

Na infância, Sandy Leah Lima e Durval de Lima Junior enchiam a casa de música e batuques, mostrando que o sertanejo é mesmo um ritmo genético. O primeiro álbum, Aniversário do Tatu, já começou ganhando disco de ouro com 300 mil cópias vendidas. Sábado a Noite, de 1992, vinha com participação de Ney Matogrosso e fotos de capa feitas em Nashville, no EUA, a “Meca” da música country! Tô Ligado em Você deixou a música sertaneja de lado e abriu caminho para o pop que a dupla iria cultivar por toda a carreira. Junto com o sucesso, os meninos foram crescendo e já estava na hora de assumir a puberdade. O álbum Dig-Dig-Joy, de 96, apresentou um Junior sem mullet (afinal, os anos 80 já tinham acabado há muito tempo) e uma Sandy com modelitos mais adolescentes.

Os fãs cresceram com a mesma rapidez da conta bancária dos irmãos e eles souberam acompanhar essas mudanças. Ao longo dos tantos anos de carreira, a imagem dos dois foi ficando cada vez mais moderninha. A inocência de Sandy presa num corpo de mulher bonita causava polêmica com o papo de sua suposta virgindade. Durante um tempo, “ela já perdeu ou não?” era uma pergunta mais importante do que “quando sai o próximo disco?”. Enquanto isso, Junior também chamava a atenção das garotas e partia alguns corações por aí.

Na edição do Rock In Rio 3, em 2001, o show As Quatro Estações teve um impacto enorme. Super produzido por Flávia Moraes (não mais por Noely, mãe da dupla), o show trazia mudanças climáticas e chuvas de pétalas de acordo com as estações do ano. O CD que deu nome ao show, é considerado um dos divisores de águas na carreira de Sandy e Jr. Foi aí que a cantora começou a dar seus primeiros passos como compositora.

Os irmãos passaram a ter cada vez mais participação na criação de suas músicas. Junior foi liberando seu lado músico aos poucos, tocando diferentes instrumentos nos shows e desenvolvendo projetos paralelos à carreira da dupla, como a banda Soul Funk. Sandy também deu um gás à carreira solo e desenvolveu duetos com cantores nacionais e internacionais, além de inaugurar, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, uma turnê na qual ela cantava jazz e MPB. Uma espécie de “Sandy para maiores”.

Era natural que os caminhos se bifurcassem num determinado momento e ele chegou em 2007. Após serem convidados para cantar para o Papa Bento XVI e a apresentação ser cancelada, os fãs começaram a se perguntar “por quê?”. Especulou-se até que a campanha pró-camisinha feita pelos dois em 2002 teria sido motivo de veto pela Igreja Católica. A resposta trouxe uma revelação mais bombástica: o fim tinha chegado e o Acústico MTV seria o décimo quinto e último trabalho dos irmãos juntos. Eu não sei vocês, mas eu acredito que mesmo seguindo carreiras solo, os dois ainda vão se encontrar profissionalmente por aí. Afinal, irmão que é irmão, sempre arruma tempo para uma reuniãozinha familiar.

Ahahahaha
Discografia:
  • Acústico MTV (2007)
  • Sandy e Junior (2006)
  • Identidade (2003)
  • Ao vivo no Maracanã (2002)
  • S&J Internacional (2002)
  • Sandy e Junior (2001)
  • As Quatro Estações - O show (2000)
  • As Quatro Estações (1999)
  • Era Uma Vez... (1998)
  • Sonho Azul (1997)
  • Dig-Dig-Joy (1996)
  • Você é D+ (1995)
  • Pra Dançar Com você (1994)
  • Sábado a Noite (1992)
  • Aniversário do Tatu (1990)

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