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Diagnóstico 2006 Música

As caras (e carinhas) da música em 2006

por Braulio Lorentz

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Algumas carinhas a gente já conhecia, com outras fomos esbarrar só neste 2006. Recapitulemos, então, o que foi o ano passado com o auxílio dos concisos smiles.

:D

Os shows internacionais

O Pílula abriu o sorriso no Tim Festival e no Nokia Trends, com Daft Punk, Devendra Banhart, Yeah Yeah Yeah’s, The Bravery, Hot Hot Heat e grande elenco. CocoRoise, Franz Ferdinand, Supergrass, Oasis, Cardigans e Gang of Four também foram recebidos com muita empolgação. Pra não dizer que só falei do indie/pop, escrevemos sobre o Festival Tudo é Jazz, incluindo a abertura com Jamie Cullum. BH pela primeira vez viu dois grandes festivais em um mesmo ano. O Pop Rock Brasil fechou seus dois dias com New Order e Black Eyed Peas.


Fergie \o/

\o/

Os shows nacionais

O Rock Festival preferiu apostar em 19 das maiores bandas do Brasil e o Kamikaze. Shows avulsos de Skank, Detonautas, Lulu Santos e Roupa Nova da mesma forma nos fizeram levantar os braços. Da nova safra, destaque para as performances ao vivo de Cansei de Ser Sexy, Gram e as várias bandas com a letra “M” – Montage, Mombojó, Mordeorabo, Monno e Moptop. Isso e mais duas festas com um montão de bandas novas: uma mineira, outra carioca.

:(

Os desapontamentos

Foi impossível desviar os ouvidos da enxurrada de lançamentos meia-boca de divas do hip hop (Gwen Stefani , Rihanna, Fergie e em menor grau Beyoncé) e divinhas do pop (Hilary Duff, Kelly Clarkson, Kelly Key, Sandy e em menor grau K-sis). Mas foram as roqueiras que quase congelaram nosso termômetro: Luka, Luxúria e Canto dos Malditos. Red Hot Chili Peppers e Babyshambles são prova de que não só as garotas decepcionaram.


Gwen :'(

:'(

Os Emos

Dentre todas as bandas que passaram pelo Pílula, apenas o Fresno carrega a bandeira e diz ser um dos expoentes do “rock emotivo porto-alegrense”. My Chemical Romance, Fall Out Boy, MxPx, Panic! At The Disco (e seus fãs) não abraçam o rótulo de modo algum. Mesmo assim, não há smile que melhor represente esse bando de franjudos que emplacaram faixas em 2006. Os ecos emos, claro, também foram ouvidos em português, seja com os veteranos do Hateen e CPM 22 ou os calouros do Strike e Forfun.

;)

Os belos discos

2006 foi o ano em que três estréias de garotas (Lily Allen, Pipettes e Érika Machado) deixaram muitos ouvintes encantados. Christina Aguilera, Regina Spektor, Jenny Lewis, Céu, Ashlee Simpson e principalmente Nelly Furtado foram outras que mantiveram o termômetro acima da média. O Pílula também sorriu dançando (The Rapture, Scissor Sisters, The Vines, Arctic Monkeys, Beck), balançando a cabeça (Evanescence, Hellacopters, Matanza, Ratos de Porão), chorando (Thom Yorke, Cat Power) e assobiando (Incubus, Flaming Lips, Primal Scream).


Lily :P

:P

Os listados

Nas votações e listas de fim de ano, os mais agraciados foram times compostos por recombinações de figurinhas carimbadas: Raconteurs e Gnarls Barkley, esse graças ao mega-hit “Crazy”. Justin Timberlake e Matisyahu foram outros festejados por crítica e público, mas não nos encantaram tanto assim.

:-O

Os baladeiros

Quando ouvimos discos cheios de baladas, abrimos a boca. Em alguns casos, ficamos boquiabertos de sono mesmo (Damien Rice, Badly Drawn Boy, John Mayer, Teenage Fanclub, Ana Carolina e Seu Jorge, Jesse McCartney). Noutros, era um misto de espanto e admiração por estar diante de disquinhos caprichados (Sufjan Stevens, Yusuf, Ben Kweller, Death Cab For Cutie, Jack Johnson, Belle and Sebastian, Snow Patrol, Nando Reis).

=/

Os quase’s

Não foi desta vez que o Radiohead tocou no Brasil. Não ficamos livres de um grande sucesso televisivo musical adolescente. O encanto por Robbie Williams no começo do ano, quase durou o ano inteiro. Não vimos os australianos do Jet virarem o disco. E Keane, Magic Numbers e The Killers quase não passaram no teste do segundo disco.

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