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Overdose Pestes, Pragas, Psicopatas

Top 5 Crianças Más

por Igor Vieira

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A máxima diz que as crianças são anjos enviados por Deus. Seres de coração puro e sem nenhuma maldade.

Há controvérsias.

Quem já foi criança um dia sabe muito bem o quanto esses psicopatas em potencial podem ser cruéis. Não é por acaso que o maior índice de bullying é praticado em escolas. Aquele que não infligiu e/ou sofreu violência física ou moral na infância que atire a primeira pedra.

Alguns infantes, porém, vão além das tradicionais fofocas, zombarias e exclusão social. E, assim como a jovem Esther de “A Órfã”, agem como verdadeiros diabinhos disfarçados. Só que o filme do diretor Jaume Collet-Serra não é o primeiro a notar esse lado perverso dos pimpolhos. A história do cinema está cheia de produções estreladas por “anjinhos” que deixariam a psicopata Yvone no chinelo.

Reunimos cinco dos mais malvados para demonstrar que crime sem castigo pode deixar o seu filho fora de controle. O Pílula é contra qualquer tipo de violência, especialmente contra crianças e adolescentes, mas acreditamos que se os cinco pestinhas abaixo tivessem levado umas boas palmadas na hora certa, muita dor de cabeça teria sido evitada.

Rhoda, de A Tara Maldita

(The Bad Seed, EUA, 1956, dir. Mervyn LeRoy)

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Fotos: Divulgação


Sério: um tapinha não dói.

O “anjinho”: Rhoda Penmark é um modelo de perfeição. Suas feições angelicais somam-se ao talento, à maturidade, à organização e... aos sérios problemas de controle. Quando confrontada, apela para o cinismo e a manipulação. Praticamente uma adulta.

As maldades: Rhoda mentiu, roubou e cometeu três assassinatos. Sociopatia pura e simples.

Poderia ter sido diferente se... tivesse levado umas boas palmadas como as simuladas pela atriz Nancy Kelly, que interpreta sua mãe, na apresentação do elenco ao final do filme.

O filme: “A Tara Maldita” é baseado no romance homônimo de William March e na peça de Maxwell Anderson. Christine (Kelly) tem tudo o que uma mãe poderia sonhar: um lar adorável, um marido carinhoso e Rhoda, a filha perfeita. Perfeitamente desequilibrada. Sua moral deformada entra em jogo após o acidente mortal com um colega durante o piquenique da escola. As suspeitas da mãe a levam ao dilema de proteger a filha ou dar-lhe o castigo merecido. Rhoda é considerada a primeira criança má do cinema e deu à jovem Patty McCormack uma indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. Mas atenção pestinhas: o crime não compensa. E o final original foi alterado para deixar isso bem claro.

Isaac, de Colheita Maldita

(Children of the Corn, EUA, 1984, dir. Fritz Kiersch)

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Fotos: Divulgação


Com esse chapéu, não podia ser boa coisa.

O “anjinho”: Isaac Chroner, pastor mirim da pacata Gatlin, Nebraska. Comporta-se de forma estranha e exerce influência sobre as crianças da região.

As maldades: Junto ao exército de crianças e jovens sob o seu comando, matou os pais e todos os adultos da cidade. Clássico assassino em massa.

Poderia ter sido diferente se... percebendo o comportamento dos filhos, os pais tivessem feito melhor uso da plantação aplicando o tradicional castigo de ajoelhar no milho.

O filme: Estreia do diretor Fritz Kiersch, “Colheita Maldita” é um dos muitos filmes de terror baseados na obra de Stephen King. O comportamento dos pimpolhos/serial killers faz parte de uma seita mística que segue uma entidade chamada de “Aquele que caminha por trás da plantação”. Três anos depois de todos os adultos terem sido assassinados, um jovem casal acaba chegando à cidade dominada pelas crianças e precisa lutar para fugir do sacrifício que acomete todos os oferecidos ao Deus do milharal. A fita traz Linda Hamilton (O exterminador do futuro) no elenco e teve outras seis continuações sem o sucesso e a fama do original.

Cartman, de South Park: Maior, Melhor & Sem Cortes

(South Park: Bigger, Longer & Uncut, EUA, 1999, dir. Trey Parker)

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Fotos: Divulgação


Maldade em forma de gordura.

O “anjinho”: Eric Cartman é mimado, boca suja, mesquinho, egoísta, egocêntrico e mal-humorado. É descrito por seus criadores como um pequeno Archie Bunker (personagem da novela All My Children, famoso por sua intolerância e conservadorismo).

As maldades: Assim como na série de TV, Cartman passa todo o filme despejando sua intolerância através de comentários racistas, preconceituosos e anti-semitas. É também manipulador e responsável por (mais uma) morte do amigo Kenny.

Poderia ter sido diferente se... sua mãe, que não é exemplo de boa conduta para criança nenhuma, tivesse lavado sua boca com sabão e o deixado sem Internet, televisão e cinema – as fontes de influência do seu mau comportamento.

O filme: Baseado na famosa série de TV no ar desde 1997, o longa mostra os quatro protagonistas burlando a censura para assistir a um filme canadense que acaba de estrear nos Estados Unidos. Incentivados pela produção estrangeira, eles iniciam uma onda de palavrões e malcriações, o que provoca uma reação da Associação de Pais contra tudo que é canadense e, eventualmente, uma guerra entre os dois países. A produção segue a linha politicamente incorreta do seriado e, de acordo com o Guiness Book 2001, contém 399 palavrões, 199 gestos obscenos e 221 atos de violência.

Henry, de O Anjo Malvado

(The Good Son, EUA, 1993, dir. Joseph Ruben)

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Fotos: Divulgação


Quem matou Michael? Eis aqui um bom suspeito.

O “anjinho”: Henry Evans é um psicopata escondido atrás da doce aparência.

As maldades: Provocou acidentes, maus-tratos contra animais e a morte do irmão mais novo. Além disso, tentou eliminar a mãe e a irmã.

Poderia ter sido diferente se... as palmadas aplicadas em Rhoda nos créditos de “A Tara Maldita” fossem dadas também em sua versão de calças.

O filme: Depois de estrelar a franquia “Esqueceram de Mim”, Macaulay Culkin empresta seu rosto angelical à face do mal. Mark (Elijah Wood, já com seus traços de hobbit indefeso) perde a mãe vítima de câncer e vai passar uns tempos com os tios e os primos Connie e Henry. Só que perder a mãe para o câncer é o melhor que lhe acontece no filme. Aparentemente uma criança normal e amorosa, Henry só demonstra a verdadeira personalidade para Mark. Mau por natureza, ele usa de sadismo e intimidação contra o primo e a irmã. Suas maldades vão crescendo a ponto de atingir a própria mãe e causar um acidente de grandes proporções na famosa cena da rodovia.

Damien, de A Profecia

(The Omen, EUA, 1976, dir. Richard Donner)

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Fotos: Divulgação


Que gracinha.

O “anjinho”: Damien Thorn é filho do diabo, o anticristo em carne, osso e rostinho bonito. O ator Harvey Stephens dá ao personagem a mistura perfeita de doçura e maldade que só uma criança assim poderia ter.

As maldades: Ele provoca o mal por onde passa. Somente com o olhar é capaz de influenciar pessoas levando-as ao suicídio e causando acidentes terríveis. Conta com a ajuda de uma misteriosa babá e de um cão rottweiler para eliminar os pais adotivos e tornar-se muito poderoso.

Poderia ter sido diferente se... sua mãe tivesse sofrido um aborto. Contra o filho do Satã, só mesmo a morte e muita oração.

O filme: Às 6h do sexto dia, do sexto mês, em Roma, Robert Thorn e a esposa perdem um filho, morto ao nascer. No lugar dele, Robert aceita levar para casa um bebê nascido na mesma hora, cuja mãe havia morrido no parto. Cinco anos depois, já em Londres, a babá comete suicídio na frente de todos no aniversário da criança, batizada de Damien. É o começo de uma série de eventos descritos em uma profecia sobre a ascensão do diabo. Considerado ao lado de “O Exorcista” um dos maiores clássicos do horror, “A Profecia” provoca o medo nos espectadores somente pela sugestão, sem apelar para cenas explícitas. O filme teve outras três continuações e um remake de 2006 que não chegam aos pés do original.

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