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Deputado Estadual

Filme estrangeiro

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Fotos: Divulgação

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#Medo do que eles vão fazer se não ganharem.

Candidato: A fita branca, de Michael Haneke

Vote no número: 1933

Plataforma de campanha: política severa de segurança pública, no melhor estilo “vigiar e punir”, com especial atenção para grupos suspeitos de crianças angelicais / menores infratores.

Histórico político: Haneke se estabeleceu nos últimos 15 anos como um dos novos “autores” do cinema europeu, com um nome que etiqueta não só seus filmes, mas um estilo narrativo. Nunca ganhou o Oscar, mas é um favorito de Cannes: tem uma Palma de Ouro (por este “A fita branca”), um prêmio de melhor diretor (“Caché”) e o grande prêmio do júri por “A pianista”.

Coligações Partidárias: O diretor austríaco teve uma passagem por Hollywood com a refilmagem não muito bem sucedida e/ou recebida de “Violência gratuita”. Some isso a seu cinema hermético, sem muitas concessões, e você entenderá por que Haneke é visto como um outsider em Hollywood.

Posição nas pesquisas: Palma de Ouro em Cannes; melhor filme estrangeiro segundo os Círculos de críticos Online, de Toronto, Chicago e o Globo de Ouro; melhor filme, diretor e roteiro no European Film Awards.



Sérgio Darin: Nos anos 00, quando éramos jovens, costumávamos dizer que ele era o Rodrigo Santoro argentino. Bons tempos...

Candidato: O segredo dos seus olhos, de Juan José Campanella

Vote no número: 2424

Plataforma de campanha: cinema clássico e melodrama argentino para todos.

Histórico político: O diretor portenho já concorreu ao mesmo prêmio com “O filho da noiva” e é um dos principais representantes da nueva onda do cinema argentino.

Coligações Partidárias: Campanella (sem parentesco com nosso ex-editor), ainda que latino, é um insider clássico: além de esta ser sua segunda indicação, ele é figura fácil da TV norte-americana, tendo dirigido episódios de séries como Law & Order: Special Victims Unit e Criminal Intent, House e 30 rock.

Posição nas pesquisas: melhor filme estrangeiro em língua espanhola no Prêmio Goya e uma série de premiações na Argentina e em festivais latinos.


***

Quem ganha: nossa aposta é em “A fita branca”. Porque ganhou a maioria das premiações até agora e porque, mesmo que indireta e hermeticamente, trata do tema favorito dos velhos do Oscar que votam nesta categoria: nazismo e segunda guerra. Mas “O segredo de seus olhos” conta com uma narrativa bem mais clássica e afeita aos gostos da Academia, além de ser dirigido por um nome muito bem relacionado em Hollywood. E esse mesmo comitê de filmes estrangeiros adora surpreender – alguém apostava em “A partida” ano passado?

Quem deveria ganhar: “A fita branca”. Porque, mesmo sem ter visto “O segredo...”, a gente odiaria a ideia de que a Argentina tem dois Oscar e nós não temos nenhum. Seria muito difícil viver com isso. Mesmo.

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