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Presidente

Diretor

por Daniel Oliveira

Fotos: Divulgação

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Candidato: Guerra ao Terror

Vote no número: 54321

Plataforma de campanha: novo olhar e sopro de vitalidade a um gênero (o filme de guerra) e um tema (a intervenção norte-americana no Iraque).

Histórico político: cerca de US$ 15 milhões nas bilheterias norte-americanas e trocentos prêmios da crítica, festivais e sindicatos.

Coligações Partidárias: é o Davi que pode vencer o Golias de “Avatar”. Pequena produção independente, o filme estreou no Festival de Veneza em 2008 e foi o primeiro a derrotar a maldição que condenava todos os longas sobre a Guerra do Iraque ao limbo da ignorância de público e crítica. Seria o outsider da disputa, mas tem o apoio da Academia que, com uns tropeços aqui e ali, quer sempre passar uma imagem de austeridade, preferindo o “filme sério” ao blockbuster escapista.

Posição nas pesquisas: melhor filme segundo as associações de críticos televisivos, online, de Austin, Boston, Chicago, Las Vegas, Los Angeles, Nova Iorque, São Francisco, a Sociedade Nacional de críticos de cinema, o Bafta, Gotham Awards, Sattelite Awards e o Sindicato dos Produtores.



Candidato: Avatar

Vote no número: 2.500.000.000,00

Plataforma de campanha: fantasia, ecologia e o direito de todos a um avatar alien, gigante e azul.

Histórico político: US$ 700 milhões só na bilheteria dos EUA. E contando. Revolução técnica e consagração do novo salvador da indústria hollywoodiana: o 3D.

Coligações Partidárias: Fenômeno de bilheteria. Salvador de Hollywood. Parâmetro das novas regras do “jogo”. Novo paradigma dos blockbusters. É a vitória da indústria, independente de Oscar ou não.

Posição nas pesquisas: melhor filme segundo o Globo de Ouro.


***

Quem ganha: A última produção que ganhou o Oscar de melhor filme sem uma indicação para o elenco ou o roteiro (“Avatar” não tem nenhuma delas) foi “Grand Hotel”, em 1933. Era praticamente outra vida, em outra dimensão, com outra Academia. Hoje isso é muito difícil: atores e roteiristas somam mais de ¼ dos votantes e o longa de Cameron não tem muita força entre eles. Além disso, ele perdeu para “Guerra ao Terror” em outros três sindicatos de grande representação (e influência política) na Academia: dos editores, diretores e produtores. Então, mesmo que a bola da vez seja “Avatar” e que ele tenha boas chances no domingo, vamos apostar no longa de Bigelow. Com a mudança no sistema de votação (que copiou o nosso aqui do Pílula, mas sem saber como contar no final), há ainda a possibilidade de que “Guerra” e “Avatar” polarizem e um terceiro – como “Amor sem escalas”, “Bastardos inglórios” ou “Up” – acabe surgindo como o azarão da noite. Ou seja: tudo pode acontecer (menos “Um sonho possível” ou “Distrito 9” ganhar. Isso não pode acontecer).

Quem deveria ganhar: “Guerra ao Terror”. É o melhor filme. Simples assim.

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