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O bebê de Rosemary

Filme de: Roman Polanski

O diabo era: Não sei o quê, não. Pergunta para a Mia Farrow.


Acredite: ela é magrinha, mas o diabo está ali dentro...

Você não vê o diabo em nenhuma cena desse clássico de 1968. Mas que ele está ali, com certeza, ele está. Assisti ao longa pela primeira vez em um sábado à noite, em casa, sozinho. E o idiota ainda inventou de ver de luz apagada. Digamos que eu não sairia do meu quarto depois do filme nem que a Angelina Jolie estivesse na sala ao lado.

O coisa ruim, em “O bebê de Rosemary”, está na paranóia crescente da personagem do título (a mesma Mia Farrow de “A profecia”), que começa a suspeitar que o marido e os vizinhos estão usando sua gravidez para algo não muito....cristão, digamos. Polanski é preciso em criar uma tensão e sugerir que a verdadeira história não está acontecendo em frente às câmeras, mas no seu entorno. Reza a lenda que, à época do lançamento, o público inclinava a cabeça para tentar “ver” o que a vizinha (fora do enquadramento) falava, na seqüência em que pedia o telefone emprestado a Rosemary.

O diretor ainda contou com a ajuda de Anton LaVey, dito fundador da Igreja de Satã, para filmar as cenas de rituais e cânticos ao maldito. A pobre genitora do anticristo sofre alucinações, escuta vozes, é obrigada a tomar uns sucos muito esquisitos que seus algozes fazem, fica raquítica, quase verde e não acha ninguém disposto a ajudar ou mesmo acreditar nela. Pura obra do diabo.

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