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De casais para casais

25.12.09

por Filipe Isensee

Encontro de casais

(Couples retreat, EUA, 2009)

Dir.: Peter Billingsley
Elenco: Vince Vaughn, Jason Bateman, Faizone Love, Kristin Davis, Jon Favreau, Malin Akerman, Jean Reno, Kristen Bell

Princípio Ativo:
auto-ajuda (de aluguel) barata

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“Encontro de Casais” deve ser visto por aquele típico “casal de cinema” que escolhe lugares estratégicos e diz na sua cara que as poltronas ao lado estão ocupadas por alguém que, na verdade, não existe. Quanto mais tempo os dois passarem de olhos fechados, melhor aproveitada foi a sessão. Entre um amasso e outro, o casal pode esboçar um sorriso com alguma piada. Pode até cogitar diminuir o ritmo, em virtude do bom longa que acredita estar vendo. Para desistir no fim do primeiro minuto.

O bom e velho casal não se dispersa nem se esquece de suas prioridades. Quem está ao lado é mais interessante e importante do que o que se passa na tela. “Encontro de casais” é um filme para se assistir displicentemente, como se não quisesse.

A história, pensada a três cérebros, não empolga: quatro casais vão a um resort resolver seus problemas conjugais. Eles acharam que estavam escrevendo uma espécie de comédia romântica. Mas não é. Não é nem comédia (não tem ritmo, timing e situações para isso), tampouco é romântico (ao ignorar boas chances de estabelecer conexões entre os casais, explorando superficialmente os problemas que os levaram àquele lugar). Se fizessem essa última parte com um olhar mais aguçado, teriam em mãos um material que poderia render boas risadas e discussões futuras - e o nosso querido casal teria o que discutir ao fim da sessão.

Protagonista, produtor e roteirista do filme, Vince Vaughn tem sua parcela de culpa em algumas das cenas constrangedoras. Ainda que, comparado ao resto do elenco, ele se safe aqui pela modéstia. Seu personagem é um dos poucos que estabelece certa empatia, mesmo que insuficiente para fisgar qualquer um na plateia.

Entre seus colegas de cena, Kristin Davis, a menos interessante do quarteto de “Sex and City”, confirma sua falta de expressividade. Aliás, ela deve estar contando os dias para a estreia da segunda “temporada” do longa. Jason Bateman (o carinha que ia ficar com o bebê de “Juno”) tem cara de chato e seu personagem consegue ser o mala do filme – um feito digno de nota. Jean Reno se aluga de novo ao cinema americano e, mais uma vez, fica a sensação de que ele deveria ficar mesmo na França. Seu personagem, o “guru de casais” monsieur Marcel, é de uma desnecessariedade (eu sei, a palavra não existe, mas é na medida para o Reno) absurda.

“Encontro de casais” só seria bom se tivesse a duração de um post no twitter. O que me permitiria fazer um texto do mesmo tamanho. #prontofalei - se fosse no twitter, não dava, né?

Mais pílulas:
- Totalmente apaixonados
- Penetras bons de bico
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Sinceridade: com Veronica Mars de biquini, esperamos conseguir o acesso de vários nerds punheteiros. Bem-vindos e lavem a mão depois.

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