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Melhor que Shrek

13.04.10

por Cedê Silva

Como treinar o seu dragão

(How to Train Your Dragon, EUA, 2010)

Dir.: Dean DeBlois & Chris Sanders
Vozes de: Gerard Butler, Jay Baruchel, Craig Ferguson, America Ferrera

Princípio Ativo:
Empolgação

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Há coisas na vida que só podem ser apreciadas com uma boa dose de empolgação. A partida do seu time de futebol. Copa do Mundo. A abertura de uma loja nova. A estreia de um filme. A chegada de uma correspondência. Uma aventura juvenil com dragões.

Na vida real, há sempre o risco de aparecer um estraga-prazeres para interromper o momento, ou simplesmente alguém de mau humor. Todos eles ficaram de fora de “Como Treinar o Seu Dragão”, uma deliciosa aventura dos mesmos diretores de “Lilo & Stitch”.

Soluço (Hiccup mesmo, no original) é um viking adolescente e magrelo, bem mais fraco e desajeitado que seus colegas. É também a grande frustração de seu pai víúvo, Stóico (na versão brasileira, o veterano Mauro “Pumba” Ramos, sem dúvida a melhor escolha para dublar Gerard Butler). Quando dragões fazem seus (frequentes) ataques à aldeia de Berk, Soluço é de pouca utilidade. E quando por pura sorte tem a oportunidade de matar um dragão perigoso, o garoto amarela.

Sua falta de sangue-frio e sua forma diferente de encarar as coisas o levam a mudar a história: Soluço descobre que dragões podem ser domesticados. Seus encontros secretos com seu mais novo bicho de estimação, um Fúria da Noite, lhe rendem conhecimentos que o permitem superar todos os colegas nas aulas de enfrentar dragões. Mais que isso, do jeito dele – sem machucá-los. E como se não bastasse, ainda ganha a admiração (relutante) de Astrid, a loirinha fêmea alfa da turma.

É a fantasia de todo adolescente. Desafiar as regras, ter um amigo bacana que ninguém tem, superar colegas nas provas importantes e ainda impressionar a garota. Claro que é irresistível. Nem por isso o filme deixa de ter as doses certas de conflitos e desafios, incluindo uma batalha contra um dragão gigantesco na qual Soluço deve mostrar que está certo e - de preferência - salvar a vida do pai.

Ao contrário da série de livros que o inspirou, os vikings do filme não sabem desde o começo que dragões podem ser domesticados, fato essencial nesta história e que rende diálogos dramáticos porque verossimilhantes (Stóico: “eles mataram centenas de nós!”; Soluço: “mas nós matamos milhares deles!”). Astrid foi outra adição que permitiu cenas de tirar o fôlego, como quando Soluço mostra a ela que sabe voar, com uma ajudinha.

“Como Treinar o Seu Dragão” é uma aventura saborosa, a ser degustada com óculos 3D e muita empolgação. É o melhor desenho da DreamWorks desde “Formiguinhaz”. Deixe em casa seu amigo que não gosta de desenho e vá ao cinema sem medo de ser feliz.

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Soluço dá uma voltinha por Pandora.

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