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Gol de placa

08.02.05

por Alessandro Fiocco

O Casamento de Romeu e Julieta

(Brasil, 2005)

Direção: Bruno Barreto
Elenco: Luana Piovani, Luís Gustavo, Marco Ricca, Martha Mellinger, Mel Lisboa, Leonardo Miggiorin, Berta Zemmel, Renato Consorte

Princípio Ativo:
Amor, futebol e risadas fáceis

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Palmeirenses e corintianos. Ao citar os dois grandes times de coração dos paulistanos e, porque não, de outros milhares de brasileiros, a rivalidade é algo que permeia esse universo paradoxal. Alusório aos personagens homônimos da obra de Shakespeare, o filme, na realidade, é inspirado em um conto do escritor Mario Prata, porém, contrária à obra do dramaturgo inglês, o trágico cede a vez ao romance. O “Casamento de Romeu e Julieta” é guiado pelas mãos do diretor Bruno Barreto, cujo último trabalho foi o fiasco americano “Voando Alto”, com elenco composto por célebres figuras como Gwyneth Paltrow e Mike Myers. Neste novo filme, no entanto, Barreto ganha pontos em sua direção.

De um lado, temos Romeu (Marco Ricca), um oftalmologista de 45 anos e pai de um adolescente, ambos fanáticos pelo “timão”. Do outro, Julieta (Luana Piovani), uma palmeirense daquelas que, além de fanática, é boa com a bola no pé, o que faz com que se torne jogadora no time feminino do alviverde. Tudo isso é influenciado, claro, pelo pai, o advogado Alfredo Baragatti (Luiz Gustavo), que tem como responsabilidade – e as cumpre muito bem – as cenas mais hilárias do filme. O embate está formado e o desafio é romper esta linha “bairrista” para que a história de amor se perpetue.

Diante de um enredo tão simplista e de fácil assimilação, o que resta ao espectador é degustar e desgastar o produto em questão, e esperar pelo próximo. Ledo engano. O “Casamento” pode ser, sim, um produto fácil, porém, está aquém de ser mal produzido ou de puro engodo. O filme pode ser considerado um entretenimento de primeira para aqueles focados nesse tipo de diversão que, além da atuação de Luiz Gustavo, tem outro grande ponto: as cenas externas feitas nos estádios de futebol. Grandiosas e esfuziantes tais imagens denotam o quão fascinante são as torcidas de dois dos grandes times brasileiros.

Mesmo com um desenrolar previsível, o que é comum nas comédias românticas, a obra mantém o ritmo até mesmo diante da atuação não tão animadora de Piovani, que deixa a desejar nas cenas em que exigem mais do seu ofício.

Contudo, o filme é uma boa diversão, com elementos positivos que não se abatem diante de outros e um resultado final honesto com o espectador.

“Como esse Luís Gustavo é engraçado... Hahaha...”

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