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O que o Angra poderia ter sido

26.03.06

por Tai Nalon

Shaaman - Reason

(DeckDisc, 2005)

Top 3: “More”, “Innocence” e “In The Night”.

Princípio Ativo:
After Angra

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O Shaaman tem cinco anos e possui uma popularidade de dar inveja a qualquer banda. Muito disso se deve à sua formação. Andre Matos (vocal), Luis Mariutti (baixo) e Ricardo Confessori (bateria) são egressos do Angra, banda de metal melódico bastante popular na década passada. A polêmica da saída dos três músicos em 2001 nunca foi bem explicada, mas, logo depois, com a criação do então Shaman e o lançamento do primeiro CD, Ritual, a banda já contava com uma legião de fãs. É verdade que a expectativa de volta às raízes não foi alcançada inteiramente – até porque Shaaman é uma coisa e Angra é outra –, mas é inegável que o trio em questão, somado a Hugo Mariutti (guitarra), faz música original e de qualidade.

Reason passa no teste do segundo álbum e apresenta um Shaaman diferente. Na verdade, uma das principais capacidades de Andre Matos, principal compositor, é de se reinventar. Produzido na Alemanha por Sascha Paeth (medalhão do gênero, que trabalhou com Avantasia e Rhapsody) as faixas possuem uma vertente muito mais heavy do que Ritual, privilegiando as guitarras de Hugo Mariutti em muitos momentos. Matos também se encontra em excelente forma como vocalista. Ele mostra ousadia em tons mais baixos, mas sem descartar seus populares agudos.

O CD abre com “Turn Away”, de levada thrash, essencial para embalar os ouvidos. Os solos de contrabaixo, no melhor jeito Mariutti de ser, fazem a diferença. Embora dê título ao CD, “Reason” está longe de ser a faixa mais marcante. Principalmente com a seqüência matadora de “More” e “Innocence” – com refrões mais grudentos do que chiclete no sapato.

“Scarred Forever” é mais tradicional, acompanhada de solos de guitarras e partes mais cadenciadas. Entretanto, a canção torna-se apenas mais uma quando comparada à excelente “In The Night”, de refrão marcante, firulas de sintetizador e pitadas de world music. “Rough Stone”, que vem em seguida, é uma balada tensa, iniciando-se de forma exótica e com solos de guitarra mais metal. Diferente, eu diria. “Iron Soul” já faz o gênero mais heavy/melódico.

A faixa nove é “Trail Of Tears”, de bumbo duplo e guitarras mais sujas, mas de brios melódicos. Empolgante, mas nada mais que isso. Mais em frente, “Born To Be” fecha o álbum de maneira brilhante, com levadas pesadas e passagens semi-acústicas, mudanças de ritmo, refrão bacana e versatilidade. Essa é a assinatura e a identidade do Shaaman, em dez faixas sob medida para aqueles que curtem metal bem elaborado, de qualidade e sem frescuras excessivas.

A tradicional foto da banda no breu

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