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Cada um na sua, às vezes algo em comum

19.04.07

por Igor Costoli

Motoqueiros Selvagens

(Wild Hogs, EUA, 2007)

Dir.: Walt Becker
Elenco: Tim Allen, John Travolta, Martin Lawrence, William H. Macy, Ray Liotta, Marisa Tomei

Princípio Ativo:
Willian H. Macy

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Walt Becker as himself
O diretor que estreou em 2002 com “O Dono da Festa” dirige o longa que estreou em primeiro nas bilheterias americanas, se manteve atrás apenas de “300” nas duas semanas seguintes e permanece entre os 10 primeiros mais assistidos. Os números são surpreendentes para um filme sem qualquer traço de originalidade, fraco e arrastado desde a metade até o final.

Melhor momento: quando sobem os créditos. Não é sacanagem, são as cenas finais...

John Travolta as himself
Woody é um cara bem sucedido, rico, casado com uma super modelo. Na verdade, era. Abandonado pela esposa, falido e imaturo emocionalmente, arrasta seus amigos para sua particular fuga da realidade, travestida com o nome de busca pela liberdade.

Melhor momento: quando discute com o cara que cata as folhas do seu jardim.

Tim Allen as himself
O “Superpai” é o homem da casa. Dentista, estressado e na crise da meia-idade, Doug compra a idéia de Woody. Sair viajando de moto pelos EUA com a sua antiga “gangue”, os Motoqueiros Selvagens, “como nos velhos tempos”. As aspas servem pra indicar o quanto eles nunca foram realmente motoqueiros nem uma gangue.

Melhor momento: Ainda estou pensando em um...

Martin Lawrence as himself
Sustentado pela esposa e sem o respeito de sogra e filhas, Bobby é um Lawrence em sua habitual comédia do exagero, só que sem muitos exageros reservados pra ele. Talvez o tenham esquecido durante a produção do roteiro, ou estivesse ali apenas pelo sistema de cotas, não sei.

Melhor momento: Quando volta a seu antigo emprego.

Igor Costoli as himself
Exigente quando o assunto é piada, decepcionou-se mais uma vez com este “humor praça é nossa” de sábado à noite. O pastelão é um gênero tão datado que hoje nem mesmo Didi e Dedé conseguem extrair dele a graça que um dia conseguiram. Mesmo com muito carisma, é difícil fazer uma boa comédia desse tipo.

Melhor momento: assistindo a vários trailers que ainda não passaram no cinema. Yeah!

Willian H. Macy, what the hell are you doing here?
Infomaníaco, nerd e desastrado, Dudley é o estereótipo do pastelão. Pra quem já trabalhou em “Magnólia” e “Obrigado por Fumar”, deve ser divertido ser o cara que dirige a moto, se distrai e bate a cara num poste. Mas o ponto alto é que o personagem de Macy não ficou apenas com o pastelão, mas ganhou com méritos no timing cômico o direito de usar as non sense e as piadas mais inteligentes. Muito poucas, mas que me fizeram rir sozinho no cinema...

Melhor momento: quando falava em vez de cair.

Se as piadas inteligentes são as melhores, por que recheiam o filme com as ruins?

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