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O nome do game

02.04.08

por Daniel Oliveira

Jumper

(EUA, 2008)

Dir.: Doug Liman
Elenco: Hayden Christensen, Samuel L. Jackson, Jamie Bell, Rachel Bilson, Diane Lane, AnnaSophia Robb, Kristen Stewart

Princípio Ativo:
a geração videogame

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É um jogo. Podia ser de PS. Ou PC. No melhor estilo Second Life. Você tem a capacidade de se teletransportar e a utiliza para aproveitar a vida, enquanto foge de uns caras chatos que querem te pegar. Acorda, café no Egito, surf em Fiji, cerveja em Londres, cofre de um banco qualquer... você poderia salvar pessoas em inundações e incêndios...mas pra quê, mesmo?

É como um jogo. Só que não é um jogo. É um filme. Chama-se “Jumper” e seria uma - diversão desliga-cérebro bem razoável, não fosse pelos equívocos de seus verdadeiros jogadores.

Opção Single player – Doug Liman
O diretor Doug Liman é um jogador até bonzinho. Ele lida bem com bobagens descerebradas (Sr. e Sra. Smith) e tem ritmo pra ação (A identidade Bourne). Em “Jumper”, esse ritmo ainda é cadenciado pela nata do rock, como em um game que se preze – passando pelos The’s Hives, Fray e Charlatans. Só que os pontos que seu talento escapista marcam são minados por...

Opção Multiplayers – David S. Goyer, Jim Uhls & Simon Kinberg
...três roteiristas que passam a impressão de que estavam realmente brincando ao escrever o script. Se algo começa a ficar complicado demais, eles enfiam uma seqüência de ação, uma locação de cair o queixo ou uma música legalzinha.

Só que a brincadeira é tanta que os problemas pululam. As falas do vilão Roland só não são piores porque são ditas por Samuel L. Jackson. O protagonista David não é um personagem carismático. Seu ‘trauma de infância’ é rapidamente resolvido com seus poderes. A tentativa do roteiro de torná-lo politicamente incorreto (desliga a TV ao ver catástrofes) – provavelmente um toque de Jim Uhls, roteirista de “Clube da luta – é frustrada pela falta de charme de Hayden Christensen e pelo final moralista. Esse final arruína de vez os pontos de Liman até ali – além de deixar várias pontas soltas, inclusive uma com...

Opção Batalha – Hayden Christensen vs. Jamie Bell
...Griffin (Bell), o jumper experiente que David busca para ajudá-lo a salvar a mocinha. É ele que deixa claro o pior equívoco do filme. Hayden Christensen e Rachel Bilson não sabem atuar – ele repete expressões de “Ataque dos clones” e ela, de “Um beijo a mais”. Já Griffin, coadjuvante, é interessante, despachado e divertido. Do tipo que xinga David quando ele quer discutir as tragédias dos dois no meio da ação (“nós estamos na Oprah?”) e tem um trauma de infância que renderia um roteiro bem mais decente. De brinde, Jamie Bell sabe atuar.

É como se você trocasse de jogador por alguns minutos e descobrisse que, na verdade, estava só jogando a versão demo. E que o jogo podia ser bem, bem melhor...

Mais pílulas:
- + Jamie Bell: King Kong
- + Jamie Bell: A conquista da honra
- + David S. Goyer: Batman begins
- + Simon Kinberg: X Men: O confronto final
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“Lado negro é o caralho, quem manda nesse filme aqui sou eu, porra!”

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