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Um chamado repetido

18.04.08

por Cedê Silva

Uma chamada perdida

(One Missed Call, Estados Unidos, 2008)

Dir.: Eric Valette
Elenco: Shannyn Sossamon, Ed Burns, Ana Claudia Talancón, Ray Wise, Azura Skye

Princípio Ativo:
O ringtone-tema

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Túúú... túuu... túuuuu.....

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Mensagens: convencionais. No começo, “Uma Chamada Perdida” se comportará como um típico filme teen, para o bem e para o mal. Isto significa atrizes jovens e bonitas, ritmo, o cara com sotaque, a cena da festa numa casa de dois andares, e um – rápido - flagra de sexo.

A estudante de psicologia Beth (Shannyn Sossamon) vê uma amiga receber uma chamada no celular, com um ringtone que ele não tem. E pior ainda: a tal chamada vem de poucos dias no futuro. Nela, a amiga ouve as próprias últimas palavras e, adivinhe, acaba morrendo no horário e com as palavras ouvidas.

Em tempo: da boca de todas as vítimas sai uma misteriosa balinha vermelha...

Oi: Alooo-oou! É um filme de terror baseado em uma chamada telefônica que anuncia a sua morte. SERÁ que você já viu isso antes?

Perfis: customizáveis, digo, customizados. Entra em cena o detetive machão-sem-nojo-de-ir-ao-necrotério Jack Andrews (Ed Burns, de Vestida para Casar). À medida que o enredo se desenrola, o filme foca mais nas atividades de Beth e Jack em desvendar o mistério e menos nas amizades e desventuras no campus. Mesmo porque vida de personagem de filme de terror é mais curta que a média hobbesiana – não há tempo a perder.

Chamadas: japonesas. Alguns momentos no filme têm uma estética realmente japonesa, e fazem o espectador se perguntar se são as tais cenas tiradas diretamente do filme original, o japonês “Chakushin Ari”, de 2004. Um diálogo no qual o cara com sotaque se irrita poderia ter saído de um dos games “Final Fantasy” e, em certo momento, Beth leva a mão à boca como uma personagem de anime.

Lista telefônica: irrelevante. Como em qualquer filme de terror, a desconfiança impera, para o desespero dos personagens e tensão do público. Além da perversão óbvia da protagonista 'louca' que vê “coisas” ser estudante de Psicologia, temos a rejeição dela mesma não acreditar em exorcismo. Aliás, o exorcismo, presente também no original japonês, inclui um crucifixo que ganha vida... creepy!

Configurar: apesar de tudo isso, “Uma Chamada Perdida” não consegue fazer você se segurar na cadeira e tem no máximo um ou dois sustos - nenhum mais forte. A coisa mais aterrorizante do filme é a criança loirinha que não fala.

Alou? Taí ainda?

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Die, bitch, die!

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