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Sobre (a relatividade d)o tempo

01.06.08

por Igor Vieira

As crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian

(TCoN: Prince Caspian, Reino Unido/EUA, 2008)

Dir.: Andrew Adamson
Elenco: Georgie Henley, Skandar Keynes, William Moseley, Anna Popplewell, Ben Barnes, Sergio Castellito, Peter Dinklage

Princípio Ativo:
os acordes de Harry Gregson-William

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Depois do sucesso alcançado por “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, a Disney retorna à obra de C. S. Lewis com “As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian”. Após terem ajudado a derrotar a Feiticeira Branca e sido coroados reis e rainhas do lugar, os irmãos Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia são chamados de volta à Nárnia para enfrentar o exército dos telmarinos - humanos que dominaram a terra mágica e quase extinguiram os narnianos.

Enquanto doze meses transcorreram em Londres, 1.300 anos se passaram em Nárnia. Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia vão encontrar o país em ruínas. Definitivamente, o lugar não é o mesmo para eles. Nem para os espectadores que acompanharam suas aventuras nos cinemas em 2005.

A pequena Lúcia Pevensie (Georgie Henley) não é mais tão pequena assim. O intervalo de um ano na ficção foi na verdade de quase três entre as filmagens. O tempo fez acontecer com Georgie o que acontece com todo pequeno prodígio: ela cresceu. Com os anos e os centímetros a mais, o talento definitivamente não diminuiu, mas o carisma e o grau de fofura sim.

Outra perda que o tempo trouxe diz respeito a outro dos irmãos Pevensie. Edmundo (Skandar Keynes) amadureceu e já não lembra o jovem ambicioso e egoísta responsável pelas viradas que moviam o roteiro de “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”. Sua importância restringe-se agora a aparecer para salvar o irmão Pedro de uma encrenca ou outra durante a projeção.

Se antes era uma profecia que dava a razão pela qual lutar (peça fundamental em filmes de grandes jornadas), já não há nada escrito nas estrelas que mova os protagonistas. Um líder como Aslan, para inspirar os poucos guerreiros que restaram, também não existe. Caspian (Barnes) e Pedro nem de longe têm o vigor do velho leão para mover multidões e dar um sopro de esperança aos seus corações aflitos.

Do outro lado da batalha, o vilão Lorde Miraz (Sergio Castellito) deseja tomar o trono de Nárnia para seu filho. Castellito que me desculpe, mas a vencedora do Oscar Tilda Swinton conseguiu alcançar maiores níveis daquele fator essencial aos vilões: o público precisa adorar odiá-los.

Se tanto há de diferente neste segundo filme (do que deve ser uma trilogia), duas coisas ainda permanecem iguais: a função dos coadjuvantes em cena e a trilha sonora. Os parceiros do time de heróis mudaram, mas continuam responsáveis pelo alívio cômico e por ótimos momentos na telona. Já os acordes de Harry Gregson-Williams, típicos dos filmes do gênero, ajudam a dar o tom que a aventura precisa. No final das contas, acabamos todos torcendo pela reconquista de Nárnia.

Mais pílulas:
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Os Pevensie & Caspian: Oh, e agora quem poderá nos defender?

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