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Uma viagem para 3

13.07.08

por Igor Vieira

Viagem ao centro da Terra - o filme

(Jorney to the Center of the Earth 3D, EUA, 2008)

Dir.: Eric Brevig
Elenco: Brendan Fraser, Anita Briem, Josh Hutcherson

Princípio Ativo:
sustos em três dimensões

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Após as tentativas desastrosas das décadas de 50 e 70, os óculos de celofane coloridos e alguns experimentos nos últimos anos, a técnica 3D deu um grande e importante passo na última sexta-feira. O dia 11 de julho de 2008 ficará marcado como o aquele em que o primeiro longa-metragem live action em que todas as etapas foram rodadas em três dimensões chegou aos cinemas mundiais.

“Viagem ao Centro da Terra – O Filme” é inspirado no clássico da literatura de Júlio Verne. Nas telas, Brendan Fraser é o professor Trevor Anderson, pesquisador de vulcões e afins geológicos. Seu irmão Max, também estudioso da área, desapareceu há dez anos, deixando a esposa e o filho. Durante as férias, enquanto cuida do sobrinho Sean (Hutcherson), Trevor descobre no exemplar de “Viagem” do irmão anotações que levam a crer que, antes de seu desaparecimento, ele teria ido à Islândia para provar que o romance fantástico de Verne tinha algo de real. Junto à guia local Hanna Ásgeirsson (Anita Briem), tio e sobrinho vão descobrir que o centro da Terra existe sim e guarda maravilhas e perigos iguais aos da obra verniana.

A produção é a estréia na direção de Eric Brevig, conhecido supervisor de efeitos especiais de grandes sucessos como “Homens de Preto” e “Pearl Harbor”. Como é de praxe nos filmes 3D, “Viagem – O Filme” vem recheado de ioiôs, peixes e outros objetos e animas que pulam em direção à câmera na intenção de causar o maior número de sobressaltos na platéia. O resultado é positivo para os poucos que tiverem o privilégio de assistirem a cópia em três dimensões (que chega a apenas nove salas do país nas cidades de São Paulo, Bauru, Rio de Janeiro e Florianópolis) – fato omitido na divulgação do filme.

À grande maioria que for ao cinema assistir à cópia 2D não restará mais do que um filme simpático. Os cenários virtuais são ideais para as exibições nas salas especiais, mas nos espaços convencionais nem sempre satisfazem. As piadas provocam alguns risinhos de canto de boca e as boas sacadas do trailer parecem fora de contexto durante os 92 minutos de projeção.

Quanto ao elenco, Fraser é o mesmo cara atrapalhado e bem-humorado de “A Múmia” e “George, O Rei da Floresta”. A bela islandesa Anita Briem confere beleza e charme à produção que pode até agradar nas férias. Mas julho é um mês com muitas opções para a garotada e para os que curtem filmes de aventura. Então, fica a dica: se você não tem a opção de assistir ao filme em uma das nove salas com sistema 3D, espere pela exibição em uma tarde de domingo na TV aberta.

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Não é nossa culpa que vocês não viram em 3D...

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