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The smaller picture

14.08.08

por Daniel Oliveira

Clone wars

(Star wars: Clone wars, EUA, 2008)

Dir.: Dave Filoni
Vozes de: Matt Lanter, Ashley Eckstein, James Arnold Taylor, Sam L. Jackson, Christopher Lee, Anthony Daniels, Tom Kane

Princípio Ativo:
a liqüidez da Lucasfilm

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Na ordem da trilogia que virou hexalogia que parece se desdobrar em tantos capítulos quanto são os planetas daquela “galáxia muito muito distante”, “Clone wars” seria o “Star Wars: Episódio 2.5”. Se você não lembra, o Episódio 2 (Ataque dos clones) se encerra com as tais guerras clônicas entre o exército da República (os ditos clones) e os dróides separatistas, capitaneados pelo Conde Dooku. E o Episódio 3 já pulava para como os desdobramentos dessa guerra permitiram ao Chanceler Palpatine dominar o Senado, transformar Anakin Skywalker em Darth Vader e criar o Império.

O que exatamente aconteceu nessa guerra “Clone wars”, portanto, mostra. Ou, pelo menos, um pedaço. O filme condensa os três primeiros episódios de um mínimo de 100 que serão exibidos no Cartoon Network dos EUA. E que, por sua vez, são a continuação de uma série de desenhos produzida e exibida no mesmo canal antes da estréia do Episódio 3.

Ou, se você preferir, simplesmente mais uma forma de George Lucas lucrar com o império que criou “Clone wars” é. E mais um passo rumo ao buraco negro do achincalhamento crítico em que ele aparentemente quer jogá-lo. Todos os piores defeitos da segunda trilogia estelar se encontram no longa animado: diálogos rasos, tiradas infames no fim das cenas, a infantilidade excessiva e os personagens irritantes.

Não, Jar Jar Binks não está em “Clone wars”. Por Ahsoka Tano substituído ele é, enviada para de Anakin ser a padawan. Os dois partem no resgate do filho de Jabba the Hutt, em troca de seu apoio contra os separatistas. A dinâmica entre a dupla carregar o filme deveria, mas simplesmente irrita o espectador. Ahsoka é o tipo de personagem que pergunta “eles são do bem ou do mal?”; e sua insubordinação, ao invés de espelhar de Anakin e Obi-wan Kenobi a relação, estraga toda a imagem de disciplina e respeito que a enxergar nos jedis aprendemos.

Os cenários criados pelos animadores são bonitos, mas a expressão dos atores e a sincronia de bocas e falas não superam nem o nível de direção de atores de Lucas. Vale o argumento de que, pelo menos desta vez, ele não recrutou um elenco de estrelas (com o perdão do trocadilho) para recitar seu novelão intergaláctico – com exceção de Sam L. Jackson (Mace Windu), Christopher Lee (Dooku) e Anthony Daniels (C-3PO), os dubladores são desconhecidos.

Os fãs sua sede de duelos de zunzuns de luz satisfazer vão. Mas o resto do público deve achar infantil e bobo demais. Sem a trilha de John Willams e sem Frank Oz na voz de Yoda, eu prefiro matar minha saudade com o discurso da Bailey no final da quarta temporada de “Grey’s Anatomy”.

Mais pílulas:
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Tomar alguns conselhos com Yoda George Lucas deveria.

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