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Garotas só querem se divertir (e fazer compras e falar de relacionamentos...)

30.09.08

por Igor Vieira

Mulheres – O sexo forte

(The Women, EUA, 2008)

Dir.: Diane English
Elenco: Meg Ryan, Annette Bening, Eva Mendes, Debra Messing, Jada Pinkett Smith, Candice Bergen, Bette Midler

Princípio Ativo:
estrógeno e progesterona

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Quatro amigas de Nova York dividindo seu tempo entre compras e almoços para partilhar seus amores, traições, filhos, intervenções cirúrgicas e trabalho. Não é a seqüência de “Sex and The City – O Filme”, mas a refilmagem da comédia de 1939, “Mulheres – O sexo forte”, traz os mesmos ingredientes da famosa série. No entanto, no cinema, assim como na cozinha, o tempo de preparo da receita é tudo.

Mary Haines (uma Meg Ryan cheia de botox) é uma ‘mulher da sociedade’ que repentinamente se vê no meio de um turbilhão. Ao mesmo tempo em que é demitida pelo próprio pai, que não acredita no seu talento como estilista, ela descobre o caso do marido com uma vendedora da Saks, Crystal Allen (Eva Mendes em plena forma no papel da perfeita megera).

O filme é a estréia de Diane English como diretora e roteirista na tela grande (antes ela se dedicava a escrever episódios para séries de TV). E a inexperiência é visível. O ritmo que ela imprime à primeira parte prejudica as atuações das atrizes e o andamento da história. O timing da direção é essencial na comédia e as piadas (a maioria já exibida no trailer) perdem o ponto, mesmo nas cenas das ótimas Debra Messing e Annette Bening.

A situação melhora um pouco no segundo ato, após o confronto de Mary e Crystal em um provador de loja de lingeries, ponto de virada na trama para a personagem de Ryan (nascida para o papel da mocinha vulnerável em comédias românticas). Neste ponto do filme, a relação de Mary e Sylvia (Bening) ganha mais peso - e Bette Midler surge como uma agradável surpresa, em uma rápida participação cheia de piadas sobre orgasmos falsos e cigarros proibidos.

“Mulheres – O Sexo Forte” quis abraçar todo o universo feminino e o faz colocando em uma grande salada todos os tipos clássicos. Encontramos mães, as que escolheram a carreira à família, lésbicas, jovens, modelos, avós, estrangeiras, latinas e muitas outras. O que há de comum entre elas: a preocupação excessiva com a beleza - o que pode gerar alguns protestos de feministas, mas definitivamente é responsável pelas melhores piadas da produção. Uma curiosidade: assim como no filme de 1939, não há um só homem no elenco, inclusive de apoio. As ruas e locações são tomadas por figurantes femininos.

Aos homens que acreditam que sairão da sessão entendendo um pouco mais das mulheres, más notícias. Talvez nem elas mesmas tenham chegado a esse nível de auto-conhecimento, tendo em vista os comentários de algumas espectadoras de que a diretora/roteirista não conseguiu criar uma identificação tão forte quanto Carrie e Cia. em seu áureos tempos.

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Ryan & amigas: água fresca, vida mansa e um protetor solar mais caro que o seu salário.

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