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Fantasia pós-Harry Potter

21.12.08

por Lígia Souza

Crepúsculo

(Twilight, EUA, 2008)

Dir.: Catherine Hardwicke
Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Billy Burke, Peter Facinelli, Ashley Greene, Nikki Reed, Jackson Rathbone, Kellan Lutz

Princípio Ativo:
Febre adolescente

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De Bela Lugosi a Kate Beckinsale. Nosferatu a Lestat. São centenas os filmes de vampiros, lindos ou monstruosos; bonzinhos ou cruéis; bem-humorados ou melancólicos. E a lenda do leste europeu, que Bram Stoker trouxe pro mundo ocidental em 1897, ganha agora mais um capítulo com o livro/filme “Crepúsculo”.

O longa se baseia no primeiro de, até agora, uma série de quatro livros da norte-americana Stephenie Meyer. Nele, Bella Swan (Stewart) é uma adolescente que vai morar com o pai em Forks, no estado de Washington. No primeiro dia de aula faz amizade com um grupo de alunos, mas quem chama sua atenção é o pálido e estranho Edward Cullen (Pattinson), que anda isolado com seus irmãos adotivos. Logo ela descobre que Edward e sua família são vampiros, que aproveitam do clima chuvoso de Forks (eles podem sair durante o dia sem exposição direta ao sol) para viver na cidade. E (ui) que Edward tem uma forte atração pelo seu cheiro.

Um dos maiores méritos é a ausência dos clichês adolescentes: nada de cheerleaders, jogadores de futebol ou nerds. Mas para quem quer mais que um pouco de diversão, os pontos negativos superam os positivos. Robert Pattinson, 22 anos, não engana muito quando fala que tem 17. E sua atuação não engana em nada, na verdade. Fraco, ele funciona bem com Kristen Stewart, que atua melhor. Ela é atrapalhada, porém, pela narração em off de Bella (você sabe que ela está no primeiro dia de aula, a personagem não tem que falar isso enquanto sai do carro), que só não é mais irritante que os efeitos sonoros da cena em que Edward mostra qual sua aparência no sol.

A diretora Catherine Hardwicke, de “Aos Treze”, tem seus acertos, mas as cenas de ação não estão entre eles. Lembra do que o ótimo Ang Lee fez com “Hulk”? Pois é, alguns diretores trabalham melhor em certos gêneros. “Crepúsculo” está mais para uma história de romance do que terror, o que torna algumas cenas dispensáveis - o trio de vampiros vilões atacando um humano no bote, por exemplo.

A quem possa interessar: dos quatro livros, foram lançados os dois primeiros no Brasil. O terceiro, “Eclipse”, sai em janeiro. A autora (atenção para sua aparição à la Stephen King em uma cena na lanchonete!), está escrevendo o quinto, “Midnight Sun”, que é a mesmíssima história de “Crepúsculo”, mas sob o ponto de vista de Edward. O começo dele, que já está na Internet, foi usado no roteiro do filme também. Picaretagens à parte, a história de Bella e Edward não é o que há de melhor na literatura ou no cinema mas, se depender dos fãs órfãos de Harry Potter, já se trata de um clássico.

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Edward Cullen fica encantado com o quão bonito e mágico é o fone de um iPod.

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